Cocaína: vacina protege mães e bebês dos efeitos da droga

UFMG desenvolve vacina anticocaína, que pode ajudar na transferência da proteção via amamentação. Imagem de rawpixel.com

UFMG desenvolveu o imunizante, que indica transferência da proteção via amamentação

Cocaína, assim como outras drogas ilícitas, é um estimulante que causa danos ao organismo. Considerada como um dos entorpecentes ilegais mais consumidos, fortes e perigosos do mundo, ainda é um grande problema para usuárias e dependentes que engravidam.

Seu uso durante a gestação pode acarretar convulsões, descolamento prematuro da placenta, pré-eclâmpsia, parto prematuro e com complicações, além de aborto espontâneo. Os bebês também podem nascer com baixo peso, malformações e síndrome de abstinência.

Pensando na gravidade dessas reações, pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estão desenvolvendo uma vacina com potencial de proteger grávidas e bebês dos efeitos da droga durante a gestação e amamentação.

Inédito, o estudo está na fase pré-clínica, e já mostrou que o imunizante é eficaz para inibir os danos da droga no cérebro, com produção de anticorpos do tipo IgG.

Segundo informações da UFMG, durante os testes, a vacina foi injetada em ratas grávidas e gerou anticorpos que, por meio da placenta, impediram ou reduziram a passagem de cocaína para o cérebro da mãe e para os fetos.

Os pesquisadores descobriram que benefícios seguem no pós-parto, já que os anticorpos passam através do leite, protegendo também os lactentes.

O coordenador dos estudos da vacina é o professor Frederico Garcia, do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFMG. De acordo com o profissional, a vacina pode ser “uma solução inovadora para beneficiar as novas gerações e oferecer prevenção primária em saúde mental”.

Após os primeiros e positivos resultados, os pesquisadores aguardam recursos para realizarem as próximas etapas da pesquisa.

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