Ultrassom: entenda a importância do exame durante a gestação

Ultrassom
Exame de ultrassom. Foto Wikipedia.

O ultrassom é essencial para acompanhar o desenvolvimento do bebê.

Ouvir o coraçãozinho, ver o bebê mexendo e crescendo a cada mês. Muitas mamães contam os dias entre um ultrassom e outro. Mas você sabe qual é a importância do exame e quais tipos são feitos ao longo das 40 semanas de gestação?

Com os avanços do conhecimento e da tecnologia, os especialistas em medicina fetal conseguem diagnósticos mais claros e precisos durante o crescimento do feto. 

Ao todo são feitos, em média, seis ultrassons desde o início da gravidez até o nascimento do bebê. Lógico que o número de exames vai depender da saúde da mãe e da criança.

Para ajudar as mamães a entender o por que de cada ultrassom, pedimos um help para a Dra. Tatiana Pellegrini, ginecologista e obstetra, especialista em Medicina Fetal.

Primeiro trimestre

O primeiro é o ultrassom transvaginal, que é realizado no início da gestação, entre 4 a 10 semanas. Este exame vai ajudar o ginecologista a ver se a gravidez está dentro do útero, bem posicionada. Também será possível saber a idade gestacional, se o bebê está desenvolvendo, descartar uma gravidez nas trompas.

Ainda no primeiro trimestre a gestante precisa fazer o primeiro Ultrassom Morfológico. É neste exame que é avaliada a estrutura física do bebê. Outro ponto crucial deste exame é calcular riscos de desenvolvimento de síndromes genéticas, como Síndrome de Down (trissomia do cromossomo 21), Síndrome de Edwards (trissomia no cromossomo 18) e Síndrome de Patau (trissomia do cromossomo 13).

E nesse morfológico de 1º Trimestre é a fase principal para fazermos o Doppler das artérias uterinas, 12 e 13 semanas para também calcularmos risco e ver a predisposição da mãe a ter pré-eclâmpsia, que se for necessário a gente entra com aspirina para diminuir o risco de pressão alta gestacional.

Segundo trimestre

No segundo semestre o ultrassom deve ser feito por volta de 18 semanas. Aqui o exame será para acompanhamento de líquido, placenta, desenvolvimento, peso do bebê, onde a gente consegue dar certeza do sexo do bebê.

Já no 5º mês, de 20 a 24 semanas, temos mais um Ultrassom Morfológico com Doppler. Neste ponto o bebê está completamente formado, por isso o exame vai avaliar toda a estrutura física do bebê, fazer a medida de todos os órgãos, ver se está desenvolvendo normal.

Também é verificado os riscos das principais síndromes, principalmente Síndrome de Down. O médico vai avaliar ainda líquido amniótico, a placenta.

O Doppler do cordão umbilical vai avaliar o fluxo, oxigênio e nutrientes que estão chegando para o bebê e fluxo também das artérias uterinas para ver risco de pressão alta.

Ainda no segundo trimestre, entre 26 e 28 semanas, seu obstetra pode pedir um novo Ultrassom Obstétrico com Doppler para dar uma checada na formação, se não teve nenhuma alteração do Ultrassom Morfológico para esse.

O médico vai aproveitar ainda para conferir o peso, placenta, e fazer o eco fetal. “É a melhor fase para vermos o coração do bebê”, explica a ginecologista e obstetra, especialista em medicina fetal, Dra. Tatiana Barbosa Pellegrini.

Terceiro Trimestre

Quando a gestante entra no terceiro trimestre começa a reta final da gravidez. Com cerca de 32 semanas é feito outro Ultrassom Obstétrico com Doppler para saber o peso, avaliar o líquido amniótico e a placenta. Neste ponto dá para ver toda o fluxo do cordão e da artéria cerebral média.

Ultrassom 3D e 4D

Muitas mães e pais ficam empolgados com a possibilidade de fazer o ultrassom 3D ou 4D, entre as 26ª e 30ª semanas.

Eles podem oferecer uma imagem detalhada e tridimensional de todo o corpo do feto. Não dispensam a realização do exame convencional, que consegue apontar as mesmas doenças. O que muda é a qualidade da imagem e, no 4D, permitir que seja vista em tempo real.

Outros exames

Além dos ultrassons, podem ser solicitados para a gestante os exames:

  • perfil bioquímico materno: para detectar possíveis anomalias genéticas;
  • perfil biofísico fetal: que avalia os movimentos fetais e indica o estado e a saúde do líquido amniótico;
  • dopplervelocimetria: para apontar o fluxo sanguíneo em pontos como o cordão umbilical e o próprio corpo do feto;
  • ecocardiograma fetal: para checar a saúde do coração do feto;
  • curva glicêmica: para verificar se a mãe desenvolveu diabetes gestacional
  • e amniocentese para verificar a saúde geral do líquido amniótico.

Mas não se preocupe, estes exames não são “obrigatórios” para todas as gestantes. Cada gravidez tem características próprias que vão determinar os exames necessários, conforme a saúde, o histórico médico da mãe e as situações que forem identificadas ao longo do acompanhamento.

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