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Brincadeiras antigas ainda são as favoritas da criançada

Brincadeiras Antigas
Amarelinha é uma das mais tradicionais brincadeiras. Foto: divulgação

Além de divertidas, as brincadeiras antigas ajudam no desenvolvimento da criança.

Responda rápido: qual era a sua brincadeira favorita quando era criança? Aqui a Amarelinha ganha disparado. Outra pergunta: seus filhos conhecem as brincadeiras antigas?

Se sua resposta for não, talvez você deve mostrar aos seus filhos como brincava quando era criança. As brincadeiras antigas continuam sendo populares. Isso porque estamos em uma época de brinquedos da moda ou super tecnológicos.

Em outras palavras, os pequenos se interessam e muito pela socialização com outras crianças. E nada melhor do que brincadeiras clássicas para reunir a criançada. Podemos citar, por exemplo, algumas como Amarelinha, Pega Pega ou Esconde-Esconde.

E o melhor de tudo: essas atividades, junto com parlendas (textos que são recitados com ritmo) ajudam no desenvolvimento da criança.

“Nas brincadeiras clássicas a criança pode desenvolver algumas capacidades importantes que envolvem a imaginação, atenção, socialização e auxiliam no seu desenvolvimento. Além disso, trabalha força, equilíbrio e coordenação motora”, comenta Giuliano Carioca, CEO da YouPlay.

Quando a criança brinca de amarelinha conta as casas para pular e trabalha a coordenação motora pulando em um pé só.

Já com elefantinho colorido é possível trabalhar as cores. Vampiro Vampirão, por exemplo, trabalha as horas. Assim, as crianças se divertem, gastam energia e fazem amizades.

Por isso as brincadeiras são tão divertidas que até mesmo os adultos que muitas vezes decidem participar.

“Na YouPlay nossa preocupação vai além da Diversão, acreditamos que as brincadeiras têm papel fundamental no desenvolvimento psicomotor e no processo de aprendizado e de domínio social da criança, pois exercitam a mente, o desenvolvimento da linguagem e de hábitos sociais”, explica Giuliano Carioca.

Brincadeiras e muitos aprendizado

Além de tradicionais, as brincadeiras antigas proporcionam muitos benefícios para a saúde. E falamos aqui de trabalhar corpo e mente. E acima de tudo: as brincadeiras são simples, sem custos e em qualquer lugar.

Vamos falar um pouco de algumas destas brincadeiras:

Amarelinha

Nesta brincadeira que passa de mãe/pai para filhos é preciso seguir uma sequência numérica. Com isso a criança trabalha o raciocínio lógico e reforçar o conhecimento para escrever os números.

A brincadeira trabalha ainda a coordenação motora, agilidade, força, concentração e equilíbrio. Popular em todas as regiões do país, também é conhecida como maré, sapata, avião, academia ou macaca.

Vampiro Vampirão

Eis uma brincadeira que trabalha também o raciocínio lógico com números, posicionamento e a linguagem. Exercita ainda a agilidade, força e equilíbrio, já que as crianças precisam correr para tentar escapar da criança escolhida como “vampirão”.

Elefantinho Colorido

Aqui a criança exercita a percepção visual, levando em conta a identificação de cores. Além de também servir como exercício físico, já que as crianças precisam correr e evitar ser pego por quem é selecionado como líder.

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Técnicas de estimulação oral ajudam no desenvolvimento de bebês prematuros

bebê
Foto criada por KamranAydinov/Freepick

Um bebê é considerado prematuro quando nasce antes da 37ª semana de gravidez.

Uma gestação completa é de 37 e 42 semanas. Para um bebê é considerado prematuro quando nasce antes da 37ª semana de gravidez. O que muita gente não imagina é que o nascimento de prematuros é relativamente comum.

Cerca de 15 milhões de bebês nascem prematuros todos os anos no mundo todo. No Brasil 12% do total de nascimentos acontecem antes do tempo previsto, são cerca de 340 mil nascidos antes da hora.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica os prematuros como:

  • Extremamente prematuro: menos de 28 semanas de gestação;
  • Muito prematuro: 28 a 32 semanas de gestação;
  • Prematuro moderado a tardio: 32 a 37 semanas de gestação.

Por não estarem completamente formados ao nascerem, os prematuros exigem uma série de cuidados médicos, como ficar internado por um período na UTI Neonatal para receber o suporte necessário e ganhar peso. 

O bebês prematuros podem ainda apresentar problemas de saúde, decorrentes do desenvolvimento incompleto de alguns sistemas.  

“Junto com a prematuridade vem as complicações, como por exemplo, hemorragia intracraniana, refluxo gastroesofágico e subnutrição, dependência de oxigênio devido às dificuldades respiratórias, entre outras”, pontua Elizabeth Castro, pediatra do Hospital Materno-Infantil de Barcarena Dra. Anna Turan (HMIB). A unidade, que pertence ao governo do Estado do Pará e é gerenciada pela Pró-Saúde, é referência para gestantes de alto risco na região do Baixo Tocantins.

Há também questões no desenvolvimento e amadurecimento do sistema neural do bebê, que pode não ter sido bem desenvolvido, gerando atrasos ou deficiências orais. É possível ainda, que o bebê tenha deficiência motora, auditiva, cognitiva, visual ou comportamental, complementa a pediatra neonatologista.

O ideal é o bebê ter um acompanhamento multiprofissional, com assistência completa, o mais rápido possível, para adoção dos tratamentos e protocolos ideais para cada caso.

Importância da Amamentação

Como todos sabem, a amamentação é extremamente importante e indicada para os bebês até seis meses, de acordo com a Organização Mundial da Saúde – OMS.

Mas o reflexo de sucção costuma ser imediato após o nascimento. Porém, os bebês prematuros, na maioria dos casos, não conseguem desenvolver esse reflexo com tanta agilidade.

Por isso o trabalho do fonoaudiólogo na neonatologia é um fator determinante na reabilitação oral. 

“Por isso é tão importante colocar o recém-nascido no peito logo após o parto. Porém, no caso do prematuro, provavelmente será um bebê que iniciará cuidados intensivos imediatos, por isso, é necessária uma avaliação clínica nas primeiras horas de vida para verificar a possibilidade de amamentação“, explica Amanda Azevedo, fonoaudióloga da Pró-Saúde que também atua no Hospital Materno-Infantil de Barcarena (HMIB).

Uma das principais complicações relacionadas à prematuridade está nas limitações de reflexos orais, com dificuldade no processo de amamentação, já que os bebês ainda não desenvolveram essas percepções.

 “O bebê prematuro pode apresentar uma evolução mais lenta das habilidades de alimentação, relacionadas à sucção, deglutição (ato de engolir) e respiração, e que são fundamentais para a amamentação”, completa a especialista.  

Técnicas de estimulação oral

Amanda explica ainda que parte dos bebês prematuros podem necessitar de sonda para se alimentar nos primeiros dias de vida, principalmente durante a internação. Após ter a idade corrigida e estar clinicamente estável, é recomendado iniciar a alimentação via oral.

De acordo com linha de conduta da Organização Mundial de Saúde, bebês extremos prematuros, com menos de 1,5 kg e/ou menos de 32 semanas, estão inseridos em protocolos de manuseio mínimo, portanto, a estimulação só é iniciada quando os bebês não estão mais incluídos no protocolo e clinicamente estáveis.

Após o uso da sonda, o processo de transição alimentar, conforme conduta terapêutica e avaliação, avança para a oferta em seio materno ou copo. Durante todo o processo de internação, a mãe deve receber o auxílio do banco de leite e da equipe assistencial, que direciona os estímulos adequados para ordenha, massagem e manobras no seio.

Há diferentes técnicas de estimulação para auxiliar na maturação do sistema motor oral desses bebês.

 “Aos poucos preparamos o bebê para que ele perceba os reflexos de sugar, deglutir (engolir) e respirar, que requer esforço. Eles precisam ir aprendendo e se acostumando a coordenar esse processo, para não apresentar intercorrências ou comprometer o estado clínico, com situações como a broncoaspiração (engasgos)”, destaca Amanda.

Entre os estímulos se destacam as técnicas oromotora e sucção não nutritiva, que consistem na introdução do dedo mínimo enluvado, dentro e fora da boca do bebê.  Ou seja, na região da língua, bochecha, palato, lábios e gengivas, com técnicas e estratégias específicas e individualizadas, que visam prepará-lo para uma alimentação mais segura.

Trabalho da equipe no Materno-Infantil de Barcarena

O suporte aos bebês prematuros no Materno-Infantil de Barcarena é realizado em conjunto com outros profissionais, como pediatras, psicólogos e fisioterapeutas, que também atuam com protocolos, capacitação técnica e estrutura clínica de qualidade.

“Somos referência em boas práticas, humanização e educação em saúde sobre amamentação, com envolvimento das mães em rodas de conversa para o esclarecimento de dúvidas e informações voltadas ao desenvolvimento do prematuro, além de promoção do aleitamento materno exclusivo”, destaca Joice Vaz, diretora Assistencial da unidade.

No último mês de agosto, o Materno-Infantil de Barcarena se tornou o primeiro hospital da região do Baixo Tocantins a receber o selo Amigo da Criança, concedido pela Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC), Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e OMS (Organização Mundial da Saúde), aos hospitais que realizam o cumprimento dos dez passos para o sucesso do aleitamento materno.

Depressão perinatal: precisamos falar sobre isso

Depressão
Mulheres podem ser afetadas pela depressão durante a gestação e após o parto. Imagem: Freepick.

A depressão pode afetar a mulher durante a gestação e depois do nascimento do bebê.

A depressão afeta quase 12 milhões de pessoas no Brasil, ou 5,8% da população, de acordo com a Organização Mundial da Saúde – OMS. Essa condição, que não tem causa única, atinge as pessoas independentemente da idade, classe social, profissão, raça/etnia ou do gênero.

Dentro deste universo de patologias psicológicas, é preciso ter atenção redobrada, principalmente neste momento de pandemia, para a depressão perinatal, que compreende a fase desde o início da gestação o parto até o primeiro ano de vida do bebê.

A patologia é geralmente associada a transformação da mulher em mãe. Os hormônios e as alterações no corpo e nos hábitos da mulher também podem contribuir para o quadro.

Algumas mulheres têm predisposição à depressão, outras estão em uma conjuntura de falta de apoio familiar, rede de apoio ou médico, de desentendimentos com o companheiro ou de solidão que podem potencializar a patologia psicológica.

Fatores como histórico psiquiátrico, problemas afetivos e estresse podem também ser gatilhos para a depressão.

O uso de substâncias, de drogas, o álcool, presença de alguma complicação na gravidez, por exemplo, podem ser gatilhos para a depressão perinatal.

Quando a gravidez não foi planejada ou desejada sobe em quatro vezes mais de depressão. Sem falar de fatores externos como desemprego da mulher ou do companheiro.

De acordo com estudos epidemiológicos, a depressão perinatal surge em 10% a 25% das mulheres que já apresentam sintomatologia depressiva.

“Nós sabemos que o período perinatal traz intensas transformações biopsicossociais. vivenciadas pelas mulheres de forma universal, como um período de crise adaptativa, fisiológica. Nesta fase a mulher está mais vulnerável e susceptível ao adoecimento psíquico ou a descompensação de doenças psiquiátricas pré-existentes, chegando a um risco de adoecimento psíquico até 70 vezes maior que em qualquer outra fase da vida da mulher”, explica Dra. Layla Campagnaro, psiquiatra perinatal do Centro de Medicina Integrativa do Hospital e Maternidade Pro Matre.

A depressão perinatal tem impactos mais profundos, conforme constatou o Trocando Fraldas em um estudo. Cerca de 20% das brasileiras acreditam que a doença afetou o relacionamento com o seu/sua filho(a). Principalmente entre as mulheres dos 18 aos 29 anos.

Durante a gestação a depressão pode resultar em desinteresse pela gravidez e trazer consequências para o bebê.

Um estudo feito pelo Instituto de Psiquiatria e Neurociência do King’s College London, no Reino Unido, e publicado na revista científica Psychoneuroendocrinology, mostrou que os bebês de mães que tiveram depressão na gestação são mais sensíveis.

Ainda ainda de acordo com os estudo estes bebês se mostraram mais hiperativos, chorosos e produziram cortisol em circunstâncias que as demais crianças encaram com normalidade.

Diagnóstico e tratamento

Um profissional qualificado, ou seja, um psiquiatra, deve ser procurado para fazer um diagnóstico

Mas a família pode ajudar a mulher ao prestar atenção a alguns possíveis sintomas. Ter uma escuta atenta é muito importante.

Ficar atento aos pensamentos e expressões emocionais da gestante ou da puérpera é essencial. Perceber se a mulher está sempre pensando no pior, antecipando coisas ruins que nem podem acontecer ou situações muito catastróficas devem acender o alerta vermelho.

Pensamentos de morte e suicidas também devem aceder o alerta vermelho. Se algum desses sintomas foram percebidos, procure ajuda profissional.

Com o diagnóstico confirmado é traçada uma linha de pensamento. Se for depressão perinatal leve é possível fazer o tratamento por meio de terapias.

Se o caso for moderado a mais grave, pode ser indicado tratamento farmacológico. Existe uma gama de medicamentos que podem ser utilizados tanto na gestação quanto na amamentação com muita confiabilidade.

Mas todo este tratamento, claro, deve ser personalizado para cada caso. Por isso a ajuda profissional é essencial.

Como a família pode ajudar

A gestação é um período de intensa vulnerabilidade para essa mulher, de intensas transformações e muitas vezes a gestante não conta suas apreensões para ninguém.

Ela pode preferir ficar sozinha, não ter ninguém por perto. Neste momento o apoio da família é fundamental.

“A família pode dar um suporte, acolhimento e dar forças para a mulher nesse momento tão delicado. Evitar julgamentos e críticas que não vão ajudar em nada”, ressalta a psicóloga e neuropsicóloga Patrícia Souza.

Alimentação infantil: o que oferecer em cada fase do desenvolvimento infantil

Criança
Confira dicas de alimentação infantil. Foto: Freepik.

Preparamos um guia de alimentação para cada fase do desenvolvimento infantil.

A Sociedade Brasileira de Pediatria e o Ministério da Saúde são unânimes em dizer: até os seis meses de vida o bebê deve receber apenas leite materno ou fórmula. 

Essa recomendação tem uma base científica, antes dos 6 meses o organismo do bebê, não está preparado para receber outros alimentos. Ou seja, não é mimimi.

É preciso respeitar o tempo das crianças. O corpo do pequeno está em pleno desenvolvimento para estar pronto para receber outro alimento, além do leite.

Para exemplificar, veja porque é importante esperar até os 6 meses para fazer a introdução alimentar:

Há menor risco de engasgo
Menor probabilidade de alergias
Enzimas digestivas estão mais eficazes
Estômago está pronto para receber e digerir esses novos alimentos
Intestino está maduro para absorver esses nutrientes
Rins estão prontos para filtrar o sangue nessa nova etapa
Sistema imune está mais maduro e eficaz (o risco de contaminação após a IA aumenta bastante, uma vez que com o leite materno o risco é quase zero)

Mas o bebê só está pronto para a introdução alimentar se tem sinais de prontidão. Ou seja, quando ele senta com o mínimo de apoio, consegue sustentar a cabeça, leva objetos até a boca e tem interesse por alimentos.

A partir do início da alimentação, a criança experimenta uma série de sabores e texturas. É um universo novo e que causa muitas dúvidas aos pais. Afinal, o se pode oferecer para criança em cada faixa etária e como despertar o interesse dos pequenos pela comida.

Para ajudar nesse processo, Alessandra Luglio, nutricionista e consultora científica da A Tal da Castanha, preparou um guia dos alimentos mais recomendados. As dicas foram divididas de acordo com as faixas etárias do desenvolvimento infantil. 

0 a 6 meses

Como já falamos, nos primeiros seis meses de vida a alimentação deve ser composta apenas pelo leite materno ou fórmula infantil.

Nesta idade não se deve oferecer qualquer outro tipo de leite, alimento lácteo, chás ou sucos. Estas bebidas podem provocar diarreias, alergias e baixo peso. Ah, se o bebê mama exclusivamente no peito, também não é necessário oferecer água, já que o leite materno é suficiente para hidratá-lo.

6 meses e 2 anos

Aqui começa oficialmente a introdução alimentar e a apresentação de novos ingredientes.

Os novos alimentos devem ser gradualmente incorporados à dieta das crianças. A introdução pode começar com frutas macias como banana e manga, tubérculos e raízes, como batata, batata-doce e mandioquinha.

Vegetais como brócolis cozido costumam ter boa aceitação entre os bebês e são mais moles e fáceis de mastigar.

A dica é montar pratinhos de comida compostos por:

grãos e cereais como arroz, milho e quinoa;
leguminosas como feijão, lentilha e grão de bico;
proteína como carnes desfiadas e ovos, a partir de 1 ano de idade;
legumes como cenoura, abóbora, abobrinha, berinjela e tomate. 

Ahhhh, e esqueça de vez as tradicionais sopinhas batidas no liquidificador que eram tão comuns na nossa infância. “As recomendações atuais são apenas amassar os ingredientes com o garfo e deixá-los mais “pedaçudos” ou ofertar os alimentos em pedaços que possam ser manipulados pela criança, sempre respeitando a capacidade de mastigação e deglutição de cada bebê e tomando cuidado com os possíveis engasgos”, diz Alessandra.

Aos poucos, os pais podem ir deixando a textura dos alimentos cada vez mais próxima da original.

Também devem ser oferecidos alimentos in natura, ou seja, aqueles vindos diretamente de plantas e animais e que não sofreram alteração da indústria. Se puder, opte por orgânicos.

Alimentos minimamente processados, como farinha ou macarrão, podem ser oferecidos. Mas deixe de lado os processados com aditivos, que são aqueles fabricados pela indústria com adição de sal, açúcar e outras substâncias de uso culinário.

Vete completamente os ultraprocessados. Eles são produzidos a partir de substâncias extraídas de alimentos, como óleo, gordura, açúcar, amido e nutrientes isolados ou sintetizados em laboratório, que são nomeados como aromatizantes, corantes, realçadores de sabor e outros aditivos.

Importante: antes de um ano de idade não se deve oferecer mel, pelo risco de botulismo, e não se deve usar o sal na comidinha do bebê.

A partir de 1 ano pode-se salgar a comida com muita moderação. Para temperar está liberado usar cebola, alho, ervas e folhas, como orégano, manjericão, salsinha e cebolinha. Mas sem excessos, para não mascarar o sabor dos alimentos.

2 e 6 anos

Agora é hora de seguir introduzindo novos alimentos e firmar o hábito da alimentação  saudável.

Continuar oferecendo alimentos in natura para garantir o aporte de nutrientes necessários, como ferro, cálcio, vitamina A e D, zinco e fibras.

Nesta faixa etária, as fibras são muito importantes, já que elas contribuem para o funcionamento intestinal, auxiliando no tratamento da constipação, transtorno comum durante a infância. Em 17% a 40% das crianças este problema surge no primeiro ano de vida, podendo seguir até a fase pré-escolar. 

A partir de dois anos é liberado o consumo de açúcar, massssssssss com muita moderação. “Faça escolhas saudáveis. Comer um bolo de banana feito em casa é bem diferente de consumir uma bala industrializada, cheia de açúcar e corante”, lembra a nutricionista. 

Geralmente a partir dos dois anos, a criança se abre para o mundo. Começa a interagir mais com outras pessoas e a sofrer influências externas na alimentação.

Neste período é normal que o apetite diminua, já que, nesta faixa etária o ritmo de crescimento é reduzido. Além disso, a criança se distrai com mais facilidade, deixando um pouco de lado a atenção à comida. 

Nesta fase, é comum que os pais ofereçam bebidas adocicadas, como achocolatados, especialmente quando a  criança se recusa a comer outros tipos de alimentos. Mas nem sempre esses alimentos são saudáveis. Contém alto teor de açúcar e extensas listas de ingredientes, cheias de tais aditivos alimentares como corantes, aromatizantes, espessantes, conservantes e antiumectantes.

Esses aditivos realçam o dulçor e o sabor dos alimentos e, se consumidos em excesso, viciam o paladar da criança em sabores mais doces e acentuados, dificultando a aceitação de alimentos in natura. 

Quer uma dica de bebida para os pequenos?

A Tal Castanha tem uma linha pensada nos pequenos, com quatro sabores: chocolate, morango, baunilha e maçã com banana. As bebidas são adoçadas com açúcar demerara orgânico ao invés do refinado, que passa por processos químicos.

Contém até 60% menos açúcar em comparação com bebidas infantis tradicionais presentes no mercado.   

O Mini também é livre de caseína, a proteína do leite que mais frequentemente provoca alergias. O produto pronto para consumo também é rico em gordura “do bem”, zinco, proteína, ferro e é enriquecida com fibras e cálcio, ajudando a suprir a necessidade deste nutriente tão fundamental para o desenvolvimento ósseo.

Campanha traz informações sobre acne para a geração Z

Acne
Campanha aborda temas atuais, como skincare, alimentação, saúde emocional. Imagem: Reprodução

A acne pode surgir em várias fases da vida, porém é mais marcante durante a adolescência.

A acne é a oitava doença mais comum no mundo, de acordo com o Jornal Britânico de Dermatologia. E pode surgir durante todas as fases da vida, porém é mais marcante durante a adolescência.

Além das marcas na pele, a acne também abala a autoestima e a confiança dos jovens. E para discutir o assunto de forma leve e simplificada, foi lançada a campanha De Cara Com a Acne, que aborda temas atuais, como skincare, alimentação, saúde emocional, entre outros temas relevantes para a geração Z.

A campanha que traz mais informações sobre o surgimento da acne, mitos e verdades, dicas, tratamentos e outras curiosidades sobre a doença.

A geração Z, foco da campanha, possui uma relação maior com a internet em seu dia a dia e estão sempre atentos às novidades. Em busca de soluções milagrosas, recorrem a receitas caseiras e aos filtros das redes sociais, e acabam se frustrando com a autoimagem.

Por isso a iniciativa De Cara com a Acne chega justamente para desmistificar o conceito de pele ideal e reforçar a importância do acompanhamento com o médico dermatologista para o tratamento da doença. Tudo isso dialogando com a linguagem da geração.

Com o apoio do grupo farmacêutico FQM, a campanha De Cara Com a Acne promove um canal com informações objetivas. A ação contará com a presença de especialistas e influenciadores digitais em conteúdos e lives, que vão debater com os jovens sobre os ideais de pele perfeita.

A campanha #decaracomaacne pode ser conferida no Instagram e Facebook, e ainda conta com uma landingpagedecaracomaacne.com.br.

Jogo homenageia mulheres que impactaram a história do Brasil

Triunfo
Jogo homenageia heroínas brasileiras. Imagem: divulgação

O jogo homenageia mulheres como Anita Garibaldi, Irmã Dulce, Maria da Penha e Tarsila do Amaral.

Você conhece as mulheres que impactaram a história do Brasil? Não? Então te convido para conhecer este o jogo Triunfo: Heroínas na História, que homenageia mulheres marcantes.

Idealizado durante a pandemia pela atriz e roteirista Litta Mogoff – fundadora da Cia Guarda Chuva -, o jogo estimula a brincadeira e o aprendizado.

São 32 cartas que apresentam as personagens por meio de desenhos da ilustradora Tamires Moura, além de trazerem um breve resumo sobre a heroína, bem como algumas características.

O jogo homenageia mulheres como Anita Garibaldi, Anita Malfatti, Izabel dos Santos, Carolina Maria de Jesus, Cecília Meireles, Chiquinha Gonzaga Hortência, Irmã Dulce, Maria da Penha, Marta, Mãe menininha, Tarsila do Amaral.

É indicado para crianças a partir de 7 anos. Neste link há uma explicação de como jogar.

Vale a pena pela história e pela diversão!

Onde comprar:

Jogo Educativo Triunfo-Heroínas na História
www.ciaguardachuva.com
SAC  (11) 98860-2334
Preço: R$ 63,00

Férias: Bora para cozinha com as crianças?

Crianças
Crie memórias afetivas de maneira leve e divertida. Imagem: Freepik.

Que tal levar as crianças para cozinha e fazer Crepe de Hot Dog ou Muffins de Chocolate, ou as duas receitas?

Passadas as festas de fim de ano e a criançada está de férias, com energia de sobra. E aí os pais precisam “se virar nos 30” para manter as crias ocupadas. Quer uma sugestão? Leve as crianças para a cozinha.

Fortaleza dá uma força e sugere duas receitas fáceis e deliciosas, que podem ser feitas com a ajuda das crianças.

A primeira receita é o Crepe de Hot Dog e a segunda são os Muffins de Chocolate. É Lembre-se de manter utensílios cortantes, fornos e fogão fora do alcance dos pequenos e monitore todo o processo.

Então, bora para a cozinha? Confira abaixo o modo de preparo das receitas:

Crepe de Hot Dog ao Forno

Imagem: Divulgação Fortaleza

Ingredientes:
Massa:
½ embalagem de Água e Sal Fortaleza
½ colher (sopa) de farinha de trigo
1 ovo inteiro
1 gema
½ colher (sopa) margarina
1 xícara (chá) de leite

Recheio:
12 salsichas de frango light
500ml de molho de tomate
Queijo parmesão ralado a gosto

Para Servir: catchup e mostarda a gosto

Modo de Preparo:
– Comece preparando a massa.
– Leve o biscoito água e sal ao processador e bata até obter uma farofa. Em seguida, coloque no liquidificador junto com os demais ingredientes a bata até ficar bem homogêneo.
– Prepare os crepes.
– Unte com margarina uma frigideira tipo panquequeira e espalhe de forma uniforme uma concha pequena de massa. Deixe fritar dos dois lados. Repita o procedimento até terminar a massa e reserve.
– Recheie os crepes com salsicha. Acomode em um refratário médio, regue com molho de tomate, salpique o queijo parmesão e leve ao forno médio (180ºC) por 10 minutos para gratinar.
– Retire do forno e sirva acompanhado de catchup e mostarda.

Rendimento: 12 porções

Tempo de Preparo: 40 minutos

Muffins de Chocolate

Imagem: Divulgação Fortaleza

Ingredientes:
1 embalagem de Biscoito Maizena Fortaleza
4 ovos
1 xícara (chá) de creme de leite
½ xícara (chá) de margarina derretida
1 colher (sopa) de baunilha
1 ½ xícara (chá) de farinha de trigo
2 xícaras (chá) de açúcar
2 colheres (sopa) de chocolate em pó
1 colher (chá) de sal
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 xícara (chá) de gotas de chocolate

Para Decorar:
2 colheres (sopa) de açúcar de confeiteiro

Modo de Preparo:
– Numa tigela média, junte os ovos, o creme de leite, a margarina e a baunilha. Mexa delicadamente e reserve.
– Leve o biscoito ao processador e bata até obter uma farofa.
– Em uma tigela funda, junte a farofa de biscoito, a farinha de trigo, o açúcar, o chocolate em pó e o sal, misture bem, faça uma cova no centro e acrescente os ingredientes líquidos já misturados.
– Dilua o bicarbonato de sódio em ½ xícara (chá) de água morna, adicione na massa, acrescente o fermento em pó e ½ xícara (chá) de gotas de chocolate. Mexa bem até envolver todos os ingredientes e despeje em forminhas untadas com margarina e enfarinhadas.
– Decore por cima com as gotas de chocolate restante e leve ao forno médio (180ºC) por cerca de 40 minutos.
– Retire do forno, espere amornar e decore com açúcar de confeiteiro. Em seguida, sirva.

Dica: Caso prefira fazer os muffins com outros recheios, retire o chocolate em pó da massa e as gotas de chocolate e substitua por 4 colheres (sopa) de geleia.

Tempo de preparo: 60 minutos

Rendimento: 15 muffins

Veja as brincadeiras que estimulam a coordenação e imaginação das crianças

Brincadeiras para desenvolvimento motor e da criatividade
Veja as dicas de atividades para desenvolvimento motor e criatividade. Foto criada por senivpetro / Freepick

São quatro brincadeiras para desenvolver a coordenação e dar asas a imaginação.

A quarentena continua a todo vapor e a criatividade dos pais vai acabando com o passar dos dias. Por isso, nós do Maternidade Moderna, estamos sempre em busca de atividades para ajudar nesta jornada. Hoje vamos sugerir brincadeiras para ajudar na coordenação e imaginação das crianças.

De acordo com a educadora e neuropedagoga Luciana Araújo, o período escolar primordial para o desenvolvimento físico, emocional e intelectual das crianças na primeira infância (do nascimento até os seis anos), foi adiado devido à pandemia e o isolamento, e muito se perdeu ao longo de todo o ano. 

“Nessa fase da vida, a criança está receptiva e em alerta devido ao intenso desenvolvimento neural, por isso, o brincar é sem dúvida a maior e melhor experiência orgânica para cuidar da sua educação integral”, aponta Luciana.

Por isso indicamos quatro brincadeiras recomendadas pela educadora, que contam com materiais práticos e acessíveis. Além de divertias, as brincadeiras usam métodos educativos. Vem conferir:

Varal da Infância

Você vai precisar de:

papel;
lápis;
algodão;
tinta;
cordão;
pegador.

A ideia é que você, com seus filhos, façam desenhos sobre a infância, a vida, a escola ou amigos da criança. Vale usar os materiais que desejar, como algodão e tinta, por exemplo.

Depois de pronto o desenho, a criança e o responsável devem procurar um local na casa para montar com o cordão um varal com os pegadores que irão segurar as artes da criança pendurada  como uma verdadeira exposição.

“Essa atividade desenvolve a coordenação motora fina das crianças por meio da utilização de materiais que exigem precisão, foco e concentração. Além disso, estimula a criatividade da criança que irá participar da sua própria criação e construção do início ao fim. Por fim, a exposição das obras irá contribuir para o desenvolvimento da autoconfiança, expressividade e do ajuste das emoções da criança”, explica Tia Lu.

Natureza Linda

Foto: Pinterest

Tem garrafas pets vazias em casa? Então lave-as bem, corte-as no meio e use-as como vasos para atividades de jardinagem com os pequenos.

Com as crianças você pode construir recipientes decorados e montar um lindo jardim com muita criatividade.

Depois, juntos, devem adubar a terra e escolher as sementes para plantar. É uma atividade contínua em que os dois vão continuar cultivando e nutrindo diariamente, acompanhando movimento de prosperidade natural do que foi plantado. Dependendo da semente escolhida, é possível até colher e plantar novamente.

Mãos em ação

A argila será utilizada nessa atividade que poderá ser direcionada pelos pais de forma livre ou contextualizada, trazendo um olhar pessoal dentro do que a criança está vivendo em sua realidade

Algumas sugestões de modelagens são de animais, corpo humano, formas geométricas, casas, brinquedos, escola, amigos, família, casa, reconstrução de itens de casa, objetos decorativos, jogos, alimentos, podendo modelar também todos os elementos presentes na natureza. 

“As habilidades manuais nessa fase tem uma importância especial, já que segundo o filósofo e educador Rudolf Steiner, as mãos ‘os olhos do sistema rítmico’. Essa brincadeira, apesar de simples, promove a movimentação dos pequenos músculos das mãos, fortalecendo suas estruturas internas e externas. Além disso, ativam sinapses nervosas diferentes de forma saudável e natural na criança”, complementa a educadora.

Dedoches

Foto: Pinterest

Aqui a imaginação é o protagonista da brincadeira. As atividades com dedoches partem da construção de personagens e objetos que irão ajudar as crianças e os responsáveis na construção de histórias.

Com materiais livres e que sejam de fácil acesso em sua casa, a confecção é de acordo com a imaginação e criatividade de cada um ajudando no desenvolvimento da coordenação motora fina da criança.

Veja também:

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Listamos o que não pode faltar no chá de bebê, vem conferir

O que não pode faltar no chá de bebê
Chá de bebê: foto divulgação

Seja presencial ou virtual, o chá de bebê é o momento de celebrar na nova vida.

Com o avanço na vacinação contra a Covid-19 e a pandemia um pouco mais controlada, as mamães já vislumbram voltar a fazer o chá de bebê para não deixar passar em branco esse momento tão especial.

Mas é bom lembrar que a pandemia não acabou, então se for fazer o encontro pessoal, pense em uma lista de convidados reduzida, para evitar aglomeração.

Outra opção é a versão virtual. Esta versão fez muito sucesso durante o pico da pandemia. Com a iminência da quarta onda de Covid-19, o evento online poderá ainda ser o preferido das famílias.

O evento, presencial ou virtual, é o momento de celebrar na nova vida. Para tudo dar certo é preciso planejar com cuidado.

A dica da plataforma iFraldas é ter o perfil em uma rede social, que ajuda na interação dos convidados e reúne informações sobre o evento.

Mas e a lista de presentes? Fraldas, brinquedos, roupas e kit higiene são algumas das prioridades.

Para definir o que pedir vale ouvir a opinião de médicos e perguntar a outros casais quais as experiências que tiveram com diferentes marcas.

Vejamos alguns do produtos que não podem faltar em um chá de bebê:

Fraldas

Item principal no enxoval dos bebês, as fraldas são as queridinhas das mamães de plantão.

Os pais podem optar pelos modelos descartáveis ou de pano, além das fraldas de ombro, de boca, cueiros ou para forrar o trocador.

De tão importante e necessária, algumas famílias trocam o chá de bebê pelo chá de fraldas, para conseguir uma quantidade que ajude a economizar por mais tempo após a gestação. Por que só quem é mamãe sabe a quantidade de fraldas que trocamos ao longo do dia.

No Chá de Fraldas, em um formato mais tradicional, os pais estimam a quantidade necessária de fraldas para cada etapa do crescimento. A ideia é que cada convidado compre de acordo com o que foi sugerido. 

Uma dica é criar uma lista de fraldas virtuais. Aqui a vantagem é que os pacotes de fraldas escolhidos pelos convidados são convertidos em crédito e depois depositados na conta dos pais. Ao gerenciar esse crédito, os pais adquirem fraldas de acordo com o crescimento do bebê.

“Ao utilizar a lista de fraldas virtual, é possível comprar de acordo com o tamanho necessário para o bebê em cada momento, evitando desperdícios. Além disso, os futuros pais podem testar as marcas, ver qual melhor se adapta ao bebê e analisar o seu custo-benefício. Com o dinheiro em mãos, é possível aproveitar as super promoções e economizar espaço em casa que seria usado para guardar o estoque de fraldas”, destaca a diretora comercial do iFraldas, Milene Guerson.

Kit Higiene

O kit higiene é tão importante quanto as fraldas. E ele que vai ajudar a mamãe e o papai no cuidados com o bebê. Está é uma lista básica, que pode ser alterada de acordo com a vontade dos pais:

  • Bolinhas de algodão
  • Shampoo para bebê
  • Lenços umedecidos
  • Hidratante para bebê
  • Pomada anti-assaduras
  • Sabonete neutro para bebês
  • Termômetro digital
  • Garrafa térmica para água do banho
  • Hastes flexíveis com ponta de algodão
  • Álcool 70
  • Tesoura sem ponta
  • Soro fisiológico

Roupas

Assim como no caso das fraldas, a sugestão de roupas deve levar em consideração o tamanho previsto do bebê nos ultrassons, isso porque dependendo do peso e da altura que o bebê tenha ao nascer, as peças menores podem nem chegar a ser usadas.

O guarda-roupa deve incluir bodies e camisetas de mangas longas e curtas, macacão, calça, meias, sapato de tecido, gorro, manta, babador, toalhas e toalhas-fraldas.

A dica é considerar ainda o mês e a estação do ano em que o bebê irá nascer, para que cada tamanho das roupas escolhidas acompanhe o crescimento da criança, mas também corresponda com a temperatura esperada para os próximos meses.

Brinquedos

Os brinquedos também são boas opções de sugestões de presentes. Os livros de plástico e os bichinhos de borracha são aliados para tornar a hora do banho divertida.

Já chocalhos e móbiles estimulam a atenção e os sentidos. Os mordedores serão úteis no período de nascimento dos dentes para aliviar o incômodo que os bebês sentem.

Outras sugestões

Os pais podem pedir também kit higiene. Inclua na lista algodões, cotonetes, xampus, sabonetes e pomadas.

Outras ideias para colocar na lista são mamadeiras, copinhos de transição, além da escova para mamadeira ou pinça higiênica, termômetros, protetores de berço e mosquiteiros.

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Educação bilíngue ou escola de idiomas? Entenda as diferenças

Bilíngue
Foto ilustrativa.

Entenda a diferença de educação bilíngue e escolas de idiomas.

Houve um tempo, lá entre os anos 80 e 90, que “ter” inglês era diferencial no mercado de trabalho. E não estamos falando aqui de fluência, e sim no nível intermediário. E ninguém nunca tinha falado em ensino bilíngue.

Com o passar dos anos e a presença cada vez mais constante do inglês em nossas vidas, e saber falar inglês passou a ser básico. E o espanhol também entrou na parada.

Por isso os pais buscam cada vez mais cedo o ensino bilíngue. Isso é comprovado pelos dados da Associação Brasileira do Ensino Bilíngue (Abebi), que mostrou o crescimento do de 6 a 10% no número de escolas bilíngues nos últimos cinco anos.

“Optei pelo ensino bilíngue porque hoje, mais do que nunca, com o mundo globalizado, é importante tem a fluência no idioma inglês e, neste caso, nada melhor do que estudar em uma escola bilíngue, onde o idioma é vivido no dia a dia e não apenas em uma escola de inglês. No início havia uma certa resistência dela em ir à escola, principalmente por não entender o que se falava, mas hoje em dia a curiosidade fala mais”, conta Flávia Cristina Fonseca de Albuquerque, mãe da Maria Eduarda Fonseca de Albuquerque, aluna do Colégio Brasil Canadá, que trabalha com seus alunos experiências em português e inglês.

“Estudos apontam que crianças expostas a dois idiomas desde cedo apresentam maior facilidade para aprender outros idiomas posteriormente, ou seja, o bilinguismo auxilia não só em questões de linguagem, mas também melhora as habilidades cognitivas”, explica Bruna Elias, diretora pedagógica do Colégio Brasil Canadá.

E aprender um segundo idioma cedo faz toda a diferença num cenário em que só 5% dos brasileiros sabem o básico de inglês e menos de 1% são fluentes na língua, segundo dados do Conselho Britânico. 

Mas o que diferencia um ensino bilíngue, escola de idiomas e escola internacional?

A principal diferença está no currículo, na cultura e na quantidade do idioma presente no cotidiano da escola.

O curso de línguas, por exemplo, tem como objetivo o ensino de uma língua adicional, como por exemplo, o inglês, o espanhol ou o alemão no Brasil.

Já na escola internacional existe o compromisso de seguir o currículo e o calendário referente ao órgão que a escola opta seguir: canadense, europeu, americano, etc. Toda a comunicação e material é na língua de origem da escola, com exceção obviamente do ensino de outras línguas.

Há uma grande procura por essas escolas por parte de famílias que vivem na possibilidade da necessidade de mudar para outro país, para que o estudante não sofra um choque nessa transferência.

Já a escola bilíngue tem por objetivo construir conhecimentos em áreas diversas por meio de duas línguas. “Embora devam também proporcionar um ambiente multicultural e internacional, não estão sob essa exigência em relação ao calendário e ao currículo”, explica Dalila Honorato Parente, coordenadora pedagógica da Escola Lumiar

A escola bilíngue deve seguir a BNCC e o calendário brasileiro, e pode ou não agregar elementos de outro currículo internacional. O segundo idioma é inserido na comunicação diária e em algumas matérias. Não há uma legislação ou parâmetro para a quantidade de inglês apresentada nas escolas bilíngues no Brasil, portanto, isso varia muito entre as escolas. 

Isso quer dizer que em dado momento e período, simultânea ou consecutivamente, a instrução é planejada e ministrada em pelo menos duas línguas. Uma escola bilíngue português-inglês, por exemplo, ao invés de somente aulas de inglês, nas quais a finalidade é o aprendizado do inglês, são ministradas também aulas em inglês, que possuem uma finalidade dupla: o ensino da língua e o ensino do conteúdo. 

Nessas escolas, os alunos podem ter aulas de ciências, por exemplo, também em inglês. “Crianças bilíngues possuem maior capacidade de pensar sobre a língua, uma vez que ao serem expostas às duas línguas adquirem precocemente consciência de que as palavras são apenas arbitrárias e simbolicamente relacionadas aos seus conceitos”, explica Antonieta Megale, coordenadora do curso de pós graduação “Educação Bilíngue: desafios e possibilidades” e da extensão do Instituto Singularidades, em São Paulo

Um exemplo é o Colégio Franciscano Pio XII, de São Paulo. O programa bilíngue faz parte do curso regular da Educação Infantil ao 3º ano, e se estenderá a todo o Fundamental I.

Em parceria com a University of Missouri, a partir do 6º ano é oferecido o curso Middle School, e a partir do 9º ano, o curso High School, proposta de certificação americana. Os Exames Cambridge English fazem parte da rotina de séries do Fundamental e do Ensino Médio, como parte do currículo.

Com aulas em inglês integradas à matriz curricular, os alunos da Educação Infantil e 1º ano têm aulas diárias do segundo idioma com atividades lúdicas e dinâmicas por meio da integração entre linguagem e conteúdo dentro dos Pilares de Educação da UNESCO, com as propostas de aprender a ser, a conhecer, a fazer, e a conviver.

Para Heloisa Helena Parciasepe, coordenadora de inglês do Colégio Pio XII, a educação bilíngue da instituição tem o objetivo de ensinar o domínio do idioma para que o estudante transite na língua inglesa de forma natural, além de desenvolver competências do século XXI. “Um cidadão bilíngue quebra barreiras, conhece outras culturas, expande horizontes, vê as diferenças com mais naturalidade”, finaliza coordenadora.