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Uso excessivo de telas aumenta o risco de estrabismo em crianças e jovens

Crianças e telas
Crianças e adolescentes ficam muito tempo com telas. Imagem de Andi Graf por Pixabay

O uso de telas é um hábito que não é nem de longe saudável.

Não adianta, as crianças e adolescentes amam telas: celular, computador, televisão… E atire a primeira pedra quem nunca deixou eles um tempo com estes aparelhos para poder fazer afazeres domésticos ou trabalho no esquema home office.

Ideal não é, mas muitas vezes os pais, as vezes, não têm alternativa, ainda mais neste período de quarentena, em que os filhos estão em casa.

Mas o hábito não é nem de longe saudável. Um estudo recente estudo, publicado na revista “BioMed Central (BMC) Ophthalmology”, comprovou que crianças que usam smartphones por mais de quatro horas diariamente por, no mínimo, quatro meses, apresentaram maior risco de estrabismo.

O risco de estrabismo convergente – o desvio mais comum – pode acometer também os adolescentes. Casos foram relatados em diferentes artigos no “Journal of Pediatric Ophthalmology & Strabismus”. Uma dessas investigações foi realizada com pacientes na Itália, durante o distanciamento social devido à Covid-19.

“Nos últimos meses, temos diagnosticado no consultório um maior número de casos de estrabismo. Esse fenômeno também tem acontecido em outros países, como o Japão. Quanto mais precoce o diagnóstico e o tratamento, melhores serão os resultados. E isso vale, certamente, para qualquer doença dos olhos“, diz a oftalmopediatra Patrícia Diniz, oftalmologista do HCLOE, empresa do grupo Opty em São Paulo.

Mas, o que é o estrabismo?

O estrabismo é um desvio nos olhos que apresenta diferentes tipos e causas, uma delas o uso excessivo de celulares.

Com a falha, os olhos não focam a imagem no mesmo sentido, ao mesmo tempo, o que pode levar à diminuição da visão, perda da percepção de profundidade e visão dupla.

A doença pode ainda estar relacionada a algum dano nos músculos que controlam o movimento ocular, lesão no nervo óptico, entre outras. É normal algum desvio dos olhos dos bebês até por volta dos seis meses de idade. Porém, se permanece depois dessa fase, deve-se consultar um oftalmopediatra.

O tratamento depende de cada caso. Pode incluir o uso de óculos especiais, tampão, exercícios para os olhos ou cirurgia.

Controle de telas

As crianças e os adolescentes estão assistindo às aulas em computadores, tablets e outros dispositivos eletrônicos, passando assim horas de olhos colados na frente das telas.

Então fica difícil deixar os filhos longe das telas, certo? Mas é preciso tentar controlar esse isso. Afinal tanto esforço pode afetar a saúde ocular, com prejuízo no aprendizado.

Agora, se o aluno já sofre de algum problema de vista, terá desinteresse, falta de concentração e maior dificuldade para compreender o conteúdo.

Este tipo de comportamento pode ser facilmente confundido com preguiça de estudar, mas pode ser resultado de alguma deficiência visual. Se você identifica estes sinais no seu filho, leve o mais rápido possível ao oftalmopediatra é essencial para detectar e tratar qualquer doença dos olhos.

A atenção com a saúde ocular deve começar ainda no pré-natal, quando é possível detectar e controlar problemas oftalmológicos, como, por exemplo, toxoplasmose, sífilis e herpes, que colocam em perigo a visão do feto.

“Os cuidados com os olhos começam ainda durante a gravidez, mas devem seguir com o acompanhamento regular de um oftalmologista durante toda a vida”, completa o especialista.

“Menos telas, mais saúde”

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) alerta para uma série de problemas provocados pela chamada intoxicação digital, que podem ir de transtornos de saúde mental (irritabilidade, ansiedade e depressão) a questões físicas (problemas posturais e musculares devido ao sedentarismo, de visão e de audição) e sociais como cyberbullying e exposição à sexualidade precoce e a abusos.

Sob o lema “Menos telas, mais saúde”, criou um documento com recomendações sobre a exposição de crianças e adolescentes às telas.

Confira as orientações sobre o tempo indicado do uso de telas por idade: 

– Menores de 2 anos – evitar exposição;
– Entre 2 e 5 anos – 1 hora/dia, sempre com supervisão de responsáveis;
– Entre 6 e 10 anos – 1 a 2 horas/dia, com supervisão;
– Entre 11 e 18 anos – de 2 a 3 horas/dia, preferencialmente em áreas comuns da casa, em vez de isolados no quarto;
– Para todas as idades, a recomendação é evitar telas durante as refeições e 1 hora antes de dormir.

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) /2020

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Dica de beleza: conheça a Água Micelar Trifásica Cicatricure

Água Micelar
Água Micelar Trifásica Cicatricure. Foto: Divulgação

Água Micelar Trifásica Cicatricure pode ser usada pela manhã e à noite, sem a necessidade de enxague.

Quer uma dica incrível para o cuidado diário com a sua pele? Então conheça a Água Micelar Trifásica Cicatricure.

O produto de skincare é composto por três fases (trifásica), que quando se misturam, promovem ao rosto e ao pescoço limpeza, tonificação e hidratação, além de revitalizar a pele.

Outro benefício do produto é a retirada com mais facilidade da maquiagem à prova d’água, sem deixar o rosto oleoso.

Sua fórmula é enriquecida com Ácido Hialurônico que promove a sustentação e a hidratação, retardando os sinais de envelhecimento da pele. Com o passar dos anos, há uma perda significativa do componente, tornando o rosto mais flácido e desidratado.

O cosmético é dermatologicamente testado. Pode ser usado pela manhã e à noite, sem a necessidade de enxague. Está disponível nas principais redes de farmácias e e-commerces do Brasil.

Preço Sugerido: R$ 29,99.

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Saiba como identificar e prevenir problemas auditivos

Audição
Problemas auditivos atingem crianças e adultos. Foto ilustrativa

Cerca de 466 milhões de pessoas, entre elas 34 milhões de crianças, sofrem de problemas auditivos.

Você escuta perfeitamente? Tem certeza disso? Escutar os sons nem sempre significa ouvir corretamente. Você pode ter problemas auditivos e nem saber.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 466 milhões de pessoas, entre elas 34 milhões de crianças, sofrem de problemas relacionados à audição.

Até 2050, este total pode atingir 900 milhões. Crianças prematuras, grupos com exposição a ruídos intensos ou ruídos provenientes de atividades de lazer, pessoas com casos na família e idosos estão entre os grupos de maior risco para problemas auditivos.

As causas de perda auditiva podem variar desde doenças genéticas, infecções virais/ bacterianas, traumas, uso de alguns medicamentos, entre outras.

Sintomas como cansaço, fadiga, dores de cabeça, tensão muscular também podem estar relacionados a algum grau de perda auditiva.

“O ouvido médio contém três pequenos ossos que recebem as vibrações do tímpano, envia-as para a orelha interna que, por meio do nervo auditivo, leva a informação sonora para o cérebro. É um sistema bastante sensível. Qualquer alteração nesses ossos ou mesmo nos pequenos vasos dessa área, causada por fatores externos ou de saúde, pode afetar a saúde auditiva e danificar permanentemente o órgão”, explica a fonoaudióloga da Audium Brasil e especialista em Audiologia Clínica, Leda Donadel.

Mas como saber se tenho problema auditivo?

É preciso observar ações cotidianas, que podem passar desapercebidas por nós, para identificar possíveis problemas auditivos em crianças e adultos.

Nas crianças observe se há o atraso no desenvolvimento da linguagem oral, na aquisição da fala, ou ainda desatenção constante. Se seu filho tem o hábito de pedir frequentemente para você repetir o que fala ou ouve televisão em volume muito alto são sinais importantes que podem indicar deficiência auditiva.

Os mesmos sintomas valem para os adultos e muitas vezes os familiares identificam o problema antes do próprio paciente. É muito comum a pessoa dizer que ouve a fala mas não entende. A inteligibilidade afetada é um sinal importante de déficit auditivo.

Para identificar o problema, é possível ainda realizar testes caseiros.

Veja se as crianças reagem a emissão de sons de forma lúdica, em diferentes intensidades, sem que exista a possibilidade do campo visão. “Bebês podem responder a um estímulo parando de sugar a chupeta, ou quando a criança já é um pouco maior, irá procurar com o movimento ocular a presença do estímulo sonoro”, afirma Leda.

No caso dos adultos, pode-se ir regulando o volume da TV para ver em qual intensidade ele se sente confortável em ouvir.

Fui diagnosticado com problemas auditivos, o que faço?

Quando o diagnóstico de desgaste do sistema auditivo ou deficiência é confirmado, pode ser indicado o uso do aparelho auditivo.

“O Aparelho de Amplificação Sonora Individual (ASSI) é um dispositivo eletrônico com a função de converter as ondas sonoras em sinais elétricos e os manda diretamente a um amplificador, que eleva a potência dos sinais e os envia para o ouvido através de um receptor. Ele é recomendado somente após o diagnóstico médico e a validação com um fonoaudiólogo, que vai acompanhar o paciente no processo de reabilitação”, explica Leda.

Não existe idade mínima para o uso. Quanto menor a idade de adaptação do aparelho, melhor será o desenvolvimento auditivo, por isto a importância do diagnóstico precoce. Para as crianças, preconiza-se a protetização antes dos 6 meses de idade, para evitar atrasos no desenvolvimento. Para os adultos, tão logo se identifique qualquer sinal de deficiência auditiva.

“A espera por tempo excessivo pode agravar o dano do sistema auditivo e o uso do aparelho pode não conseguir oferecer o melhor resultado. Vale informar, ainda, que nem toda a perda auditiva irá se beneficiar com o aparelho, por isso é importante a consulta com um otorrinolaringologista”, pontua Leda.

Problemas auditivos podem ser evitados desde bebê

De acordo com a Academia Americana de Pediatria a cada mil recém-nascidos, três são diagnosticados com algum tipo de problema na saúde auditiva, principalmente a surdez.

E é nos primeiros anos de vida, quando, ocorre o desenvolvimento das habilidades auditivas e de linguagem, que é preciso ter atenção extra para observar os sintomas de possíveis problemas auditivos.

Por isso o Teste da Orelhinha, logo nos primeiros dias de vida do bebê, é essencial. Indolor e sem contraindicações, o exame nos bebês é obrigatório e gratuito.

“No teste, o fonoaudiólogo coloca um aparelho de Emissões Otoacústicas Evocadas, que produz estímulos sonoros leves e mede o retorno das estruturas do ouvido interno. O diagnóstico precoce é de extrema importância, pois a criança com deficiência auditiva que recebe intervenção adequada até seis meses de idade, pode desenvolver a linguagem muito próxima a de uma criança ouvinte”, explica a médica otorrinolaringologista Milena Costa.

Acompanhamento constante

O acompanhamento dos possíveis sinais problemas auditivos deve ser mantido até mesmo na idade escolar, durante e após a alfabetização.

Isso porque a maioria das crianças não tem surdez profunda, e, sim, graus variáveis de perda auditiva que interferem no aprendizado.

Sabe aquele aluno desatento, que não progride na escola? Ele pode não estar escutando bem as explicações do professor. Ou até pode ouvir, mas ter dificuldade em processar a informação auditiva.

“Os pais devem sempre estar alertas à saúde auditiva na infância, pois mesmo para as crianças sem indicação de surdez, a intervenção rápida e prevenção evita riscos e problemas futuros”, finaliza Milena.

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Brasileiras não sabem identificar quando estão no período fértil

Período Fértil
Foto de RODNAE Productions no Pexels

Entre as mulheres que estão tentando engravidar, pelo menos 52% não conseguem reconhecer quando estão no período fértil.

Saber o período fértil pode ser fundamental para as mulheres que estão tentando engravidar, mas o problema é que boa parte das brasileiras não sabem identificar esta fase.

É o que mostra uma pesquisa do Trocando Fraldas, que aponta que 55% das brasileiras não sabem identificar o período. Entre as mulheres que estão tentando engravidar, pelo menos 52% não conseguem reconhecer quando estão no período fértil.

Mesmo o corpo apresentando os sintomas quando está ovulando, essa informação é desconhecida por 52% das participantes do estudo. Nem sempre os sintomas são tão claros, e por isso tantas mulheres desconhecem a informação. 

Mas o que é a ovulação?

A ovulação é quando um óvulo é liberado de um dos ovários em direção à tuba uterina, tornando-se disponível para ser fecundado. Pode acontecer entre 11 a 14 dias antes da próxima menstruação.

Os sinais e sintomas da ovulação variam de mulher para mulher. Entre os principais estão:

  • Aumento da temperatura corporal basal em cerca de 0,3ºC.
  • Corrimento vaginal, leve, claro e fino, com uma consistência mais escorregadia, semelhante ao da clara do ovo.
  • Dor na parte inferior do abdome, no lado onde a ovulação está ocorrendo. Esse tipo de dor chama-se Mittelschmerz, pode aparecer de forma súbita e normalmente melhora após algumas horas.
  • Aumento do desejo sexual.
  • Discreta perda de sangue vaginal.
  • A vulva ou a vagina podem parecer inchadas.
  • Aumento da sensibilidade nas mamas.
  • Olfato fica mais sensível (às vezes, o paladar também).
  • Sensação de gases na barriga.

Como é muito difícil identificar os sinais acima no dia a dia, existem alguns testes que apontam a ovulação. São eles:

  • Dosagem do hormônio LH na urina.
  • Ultrassonografia dos ovários.
  • Medição da temperatura axilar.
  • Medição da temperatura vaginal.
  • Teste da saliva.

São exames de laboratório, geralmente solicitados quando há um acompanhamento médico da ovulação em mulheres que estão tentando engravidar.

Aplicativos

Para ajudar muitas mulheres usam aplicativos e plataformas para acompanhar o período fértil, conforme constatou o Trocando Fraldas em seu mais recente estudo, 53% das brasileiras utilizam aplicativos para fazer esse acompanhamento. Já entre as entrevistadas que estão tentando engravidar, 60% optam por usar um aplicativo de acompanhamento. 

Que um exemplo, veja a calculadora do período fértil. Basta inserir as informações da última menstruação que o sistema faz um cálculo aproximado para te ajudar a engravidar.

Quer usar no celular? Basta dar uma busca no Google Play ou na App Store para conferir inúmeros aplicativos que calculam o ciclo menstrual e o período fértil.

Mesmo com tanta tecnologia apoiando as tentantes, sempre é bom acompanhamento médico, para saber o que pode ser feito para ajudar no processo de gravidez.

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Novo probiótico ajuda no reequilíbrio da microbiota feminina

Probiótico
Probiótico Simbiofem pode ser encontrado nas principais farmácias do país. Foto: Divulgação.

O probiótico está disponível em embalagens de 15 comprimidos, com indicação de consumo de uma unidade por dia.

A dica do Maternidade Moderna de hoje, é o Simbiofem, probiótico com foco na regulação da flora feminina, que auxilia na prevenção de alterações que podem atrapalhar o dia a dia da mulher.

Sabe-se que o intestino possui um importante papel no desempenho do sistema imunológico. A flora intestinal saudável estimula constantemente o sistema imunológico, tornando-o melhor preparado para reconhecer e combater microrganismos que podem fazer mal.

A suplementação com probióticos, que são bactérias saudáveis, vem para ajudar a aumentar a população de bactérias boas no organismo, reequilibrando a flora e favorecendo essa regulação do sistema imune.

Algumas infecções surgem quando agentes infecciosos, como fungos e bactérias, conseguem resistir aos mecanismos de defesa da mulher e aumentar sua população. Esse crescimento pode desequilibrar o balanço entre eles e os agentes comensais, que são as chamadas bactérias boas, que compõem a microbiota e colaboram para o bom funcionamento do organismo.

Simbiofem está disponível em embalagens de 15 comprimidos, com indicação de consumo de uma unidade por dia.

E o melhor, não tem açúcares ou glúten. Você encontra o lançamento nas principais farmácias do país.

Para maiores informações, basta acessar o site do produto.

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Introdução alimentar: por que esperar 6 meses + sinais de prontidão?

Criança sendo alimentada
Introdução alimentar deve ser iniciada após 6 meses e sinais de prontidão. Foto: prostooleh-br.freepik

Antes dos 6 meses o organismo do bebê, não está preparado para receber outros alimentos ou introdução alimentar.

Desde que nascemos uma das principais preocupações dos pais é a alimentação. E um dos momentos mais esperados é a introdução alimentar. Mas é preciso entender o processo para que o ato de comer se torne natural e prazeroso para os pequenos.

O indicado o bebê se alimente somente com leite até os seis meses de vida. Lógico que nem todas as mães conseguem amamentar seus pequenos ou manter a amamentação no peito durante esse tempo. Neste caso o indicado é introduzir a fórmula infantil.

Algumas mães acabam, por inúmeros motivos, introduzindo alimentos antes dos seis meses. Mas afinal, por que esperar os 6 meses e os sinais de prontidão para iniciar a introdução alimentar?

A nutricionista Beatriz Pollo conversou com o Maternidade Moderna e explicou o processo, confira nas linhas a seguir. As orientações valem para todos os bebês, independentemente se estão em aleitamento materno ou fórmula.

Tudo no tempo certo

Com toda certeza você já ouviu a clássica frase, provavelmente da sua tia, mãe ou avó: “ahhh, comecei a dar frutinha para meu bebê com 3 meses e ele não morreu.”

Quem bom que a criança não morreu, mas esta atitude está longe de ser o adequada. Agora pode parecer que está tudo bem, mas introduzir alimentos antes do indicado pode trazer consequências para a criança futuramente.

Existe um motivo para a Sociedade Brasileira de Pediatria e o Ministério da Saúde serem unânimes em nos dizer que até os seis meses de vida o bebê deve receber apenas leite materno ou fórmula. “Sem chazinho, águinha, frutinha, nada! Independente de qualquer situação, inclusive não é recomendado que se antecipe a IA por conta da volta ao trabalho antes dos 6 meses de vida”, ressalta Beatriz.

Ah, vale ressaltar que bebês prematuros devem ter 6 meses de idade corrigida, e não cronológica.

A “idade cronológica” é a idade real que o bebê tem, o tempo de vida dele depois do nascimento. Já a “idade corrigida” é a idade ajustada ao grau de prematuridade. É o tempo de vida que o bebê teria se tivesse nascido de 40 semanas.

Mas, voltando à Introdução Alimentar, não é frescura, antes dos 6 meses o organismo do bebê, não está preparado para receber outros alimentos.

É preciso respeitar o tempo das crianças, do desenvolvimento do corpo para estar pronto para receber outro alimento além do leite.

Para exemplificar, veja porque é importante esperar até os 6 meses para fazer a introdução alimentar:

Há menor risco de engasgo
Menor probabilidade de alergias
Enzimas digestivas estão mais eficazes
Estômago está pronto para receber e digerir esses novos alimentos
Intestino está maduro para absorver esses nutrientes
Rins estão prontos para filtrar o sangue nessa nova etapa
Sistema imune está mais maduro e eficaz (o risco de contaminação após a IA aumenta bastante, uma vez que com o leite materno o risco é quase zero)

“Resumindo, antes dos 6 meses o trato gastrointestinal do bebê não está pronto para receber outros alimentos. E se o seu bebê for prematuro, temos que fazer a idade corrigida”, orienta a nutricionista.

Sinais de prontidão

Além de estar com o organismo pronto para receber alimentos, os bebês precisam apresentar os sinais de prontidão. São eles:

Sentar com o mínimo de apoio (quando colocado sentado, o bebê não tomba para os lados)
Sustentar a própria cabeça
Levar objetos até a boca
Diminuição do reflexo de protrusão da língua (empurrar os alimentos para fora da boca com a língua)
Demonstrar interesse pelos alimentos

“Esses são os sinais externos que o bebê nos mostra que está pronto para começar a IA! Esperando esses sinais, diminuímos significamente o risco de o bebê desenvolver alergia”, completa Beatriz.

Saiba mais sobre alimentação e introdução alimentar neste link.

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Bloco Berço Elétrico faz live de carnaval neste sábado

Bloco infantil Berço Elétrico
A folia será online. Foto: Reprodução

A live de carnaval será pelo canal no Youtube do Berço Elétrico.

Hoje é dia de folia para a criançada. O bloco de rua infantil Berço Elétrico apresentará uma live especial de Carnaval das 14h às 16h.

O evento será transmitido ao vivo pelo canal do Youtube do Berço Elétrico e terá muitas marchinhas tradicionais, axé music e hits infantis e canções marcantes dos anos 80 e 90. 

As mamães e os papais que quiserem incrementar ainda mais a festa poderão confeccionar suas próprias fantasias de Carnaval em casa baixando os moldes para máscaras e sugestões de adereço pelo site do Berço Elétrio.  

Por ser uma festa online, esse ano não terá a venda de abadás para arrecadar recursos para entidades assistenciais. Mas os participantes poderão fazer doações destinadas aos projetos assistenciais da Lalec – Lar Amor, Luz e Esperança da Criança, entidade beneficente sem fins lucrativos, que acolhe crianças e bebês em situação de vulnerabilidade em São Paulo.

As doações poderão ser realizadas pelo site do Berço Elétrico.

E aí, bora para a folia com a criançada?

Canal do Youtube Berço Elétrico neste link.

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Covid-19: saiba quais são os sintomas nas crianças

Covid-19 em criança
Máscaras são usadas para prevenir a transmissão da Covid-19.

É importante entender os sintomas da Covid-19 para procurar ajuda médica sempre que necessário.

A vacina contra a Covid-19 chegou, mas ainda não é para todo mundo. De acordo com dados compilados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), obtidos nos estados e municípios brasileiros até 31 de janeiro, com a vacinação no ritmo que está, toda a população brasileira será imunizada até 2025. Ou seja, vamos conviver muito com o vírus.

Por isso é importante entender os sintomas para procurar ajuda médica sempre que necessário.

Diferentemente dos adultos, a maioria das crianças tem um quadro leve ou moderado quando infectadas. Existem algumas explicações para isso. Uma delas é de que as crianças possuem menos “portas de entrada” para o vírus em seu organismo. E a outra é que a resposta imunológica não é muito agressiva – diferente do que ocorre em alguns casos graves nos adultos.

De acordo com a Dra. Camila Almeida, infectologista do Hospital e Maternidade Santa Joana, os sintomas respiratórios como coriza, espirros, febre, tosse, dor de ouvido, dor de garganta e dor de cabeça devem ser observados pelos pais.

Já crianças com quadros gastrointestinais, como vômitos e diarreia, podem ser comuns. O cuidado, geralmente, é baseado no alívio de cada sintoma por meio do uso de antitérmicos e analgésicos. Não há nenhum tratamento específico para a COVID-19.

“Geralmente não é necessário levar a criança ao pronto atendimento, mas os pais devem ficar atentos aos sinais de alarmes, como febre persistente há mais de 72 horas, febre alta que não cede após medicação, recusa de alimentos e de líquidos, além da dificuldade para respirar (respiração ofegante). É importante que as crianças que tenham problemas de saúde prévios (cardíacos, renais, pulmonares, entre outros) sejam avaliadas por um médico”, explica a infectologista.

Por isso é sempre importante consultar o pediatra do seu pequeno sobre qualquer sintoma e só o leve até o pronto atendimento ou para fazer exames se for indicado por um profissional.

Se meu filho testar positivo para Covid-19, o que faço?

Pacientes com diagnóstico da Covid-19 devem ser mantidos em isolamento, preferencialmente, afastados dos demais familiares.

Defina uma pessoa para cuidar diretamente da criança com Covid-19. Ah, não se esqueça que essa pessoa deve usar máscara o tempo todo.

Assim é possível evitar que as outras pessoas da casa sejam expostas ao vírus. É necessário, ainda, fazer um reforço das medidas de higiene do ambiente e intensificar a higienização das mãos por todos os familiares.

E se a mãe testou positivo para Covid-19, pode amamentar?

Ainda segundo a Dra. Camila Almeida, não há nenhuma contraindicação ao aleitamento materno, porém é necessário manter alguns cuidados, como o uso de máscara pela mãe durante a amamentação e o uso de álcool gel ou lavagem das mãos antes do contato com o bebê. “É recomendado também que a mãe amamente em silêncio para evitar a dispersão de gotículas enquanto fala”, ressalta a especialista.

Como prevenir a transmissão do vírus entre as crianças

As medidas de prevenção são as mesmas, vamos relembrar?

  • manter o distanciamento social de dois metros;
  • lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou utilizar álcool em gel;
  • desinfetar as superfícies e objetos que são utilizados com maior frequência;
  • evitar tocar os olhos, boca e o nariz;
  • utilizar máscara com supervisão frequente dos pais.

Máscaras? Crianças podem usar máscaras?

Veja abaixo mais sobre o assunto.

Mitos e verdades sobre o uso de máscaras por crianças

Apenas maiores de 18 anos receberão as doses da vacina. De qualquer forma, até a pandemia acabar 100% (o que vai demorar muito ainda), o uso da máscara continuará sendo obrigatório. 

A Pediatra Dra. Felícia Szeles, esclarece mitos e verdades sobre o tema: 

Crianças assintomáticas não precisam usar máscara.
MITO. A maioria das crianças são assintomáticas e sabemos que transmitem menos que os adultos, mas ainda assim são disseminadoras do vírus. Por isso, o uso da máscara é obrigatório. 

Bebês não devem usar a máscara.
VERDADE. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Academia Americana de Pediatria (AAP), recomendam o uso apenas para maiores de dois anos, já que antes dessa idade existe o risco de sufocamento. 

Todas as crianças podem usar a máscara a partir de dois anos. 
MITO. Apesar da SBP e a AAP recomendarem a partir dos dois anos, só o Pediatra que faz o acompanhamento poderá indicar o melhor. Cada criança tem uma particularidade de desenvolvimento cognitivo e de doenças que podem ser prejudicadas com o uso da máscara, como doenças neurológicas, e asma. 

Todos os adultos devem usar a máscara juntos com as crianças.
VERDADE. A criança tem sempre como referência as pessoas que mais convive, por isso, o exemplo é fundamental na hora de explicar a importância de se proteger com a máscara. 

“Sei que nem sempre é fácil mostrar para a criança a importância de usar a máscara, principalmente as mais velhas, que já têm a memória de não precisar usar. Por isso, uma dica é fazer essa adaptação de forma lúdica, dentro de casa, que é um ambiente seguro. E quanto mais tratarem a máscara como algo leve e divertido, menores as chances de resistência”, completa a Dra. Felícia.

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Livro ajuda as crianças a refletirem sobre responsabilidade e organização

Livro consequências
Capa do livro Consequências. Foto: Divulgação.

A obra é uma ótima ferramenta para auxiliar no desenvolvimento do valores de responsabilidade e organização.

Na difícil tarefa de educar seus filhos você já se perguntou como fazê-los refletir sobre valores como responsabilidade, organização, empatia, ética, autocuidado e disciplina?

A escritora Rafaelle Benevides sim, e para ajudar os pais, educadores e responsáveis lançou o livro-caixinha Consequências (Matrix Editora, R$ 37,00).

A obra é uma ótima ferramenta para auxiliar no desenvolvimento destes valores. Com 50 cartas com questões que propiciam reflexões nas crianças acerca de suas condutas do cotidiano, o livro favorece a maior compreensão sobre a importância de seus papéis e deveres na criação de um futuro melhor para si mesmas e para os outros, bem como o senso de responsabilidade.

O mais interessante é que o formato chama a atenção das crianças, que absorvem o conteúdo de maneira lúdica.

E também facilita o início de um diálogo que nem sempre é fácil de se conseguir, uma vez que o conteúdo foi cuidadosamente preparado pela psicóloga Rafaelle Benevides.

Veja alguns exemplos do conteúdo:

“Você costuma compartilhar seus brinquedos? O que aconteceria se outra criança pedisse para usar seus brinquedos agora?”

“Você costuma arrumar seu quarto? Como você faz isso?”

“Existe hora pra tudo! O que acontece se você ficar brincando e esquecer de fazer suas tarefas da escola?”

“Você já pegou algo que não era seu e se esqueceu de devolver? O que pode acontecer em uma situação como essa?”

Para saber mais sobre a obra e a autora, acesso o site da Matrix Editora.

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Retorno às aulas pode desencadear a Síndrome da Cabana, entenda

Estudante de máscara na escola
A Síndrome de Cabana pode impactar os alunos no retorno às aulas.

A Síndrome da Cabana pode começar com uma ansiedade excessiva gerada pela necessidade de sair de casa.

Com o retorno iminente das aulas, como está a saúde mental dos seus filhos? É preciso observar de perto os pequenos, pois o impacto da volta às aulas após este período pode aumentar a ansiedade, causando inclusive a chamada “Síndrome da Cabana”.

Caracterizada pelo medo na hora de começar a sair de casa, a Síndrome da Cabana pode começar com uma ansiedade excessiva gerada pela necessidade de sair do ambiente doméstico para fazer tarefas diárias e, principalmente, para se relacionar com outras pessoas fora do ambiente familiar.

A psicóloga e neuropsicóloga Júlia Penna de Siqueira, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, observa que os estudantes estão ansiosos neste momento.

“O retorno às aulas presenciais pode trazer ansiedade tanto para o estudante que está doido para voltar para a escola quanto para o que não quer, depois de tanto tempo em que não tiveram esta experiência”, destaca Júlia.

Para este momento o apoio dos pais é fundamental. É importante que conversem com os filhos antes da volta às aulas, perguntem como estão se sentindo, sobre o que está gerando aquele sentimento, o que podem fazer para ajudar.

A dica para os filhos que não querem voltar para o ambiente escolar é lembrá-los sobre as coisas que ele gostava da escola.

“Alguns podem não estar tão desejosos por causa das vantagens que tiveram durante a pandemia, de às vezes não terem tido que acordar cedo todos os dias, não ter precisado se deslocar pra escola, ter tido mais tempo para atividades de lazer ou menos aulas semanais. Outros podem não estar querendo voltar às aulas presenciais por terem enfrentado dificuldades e distúrbios emocionais durante a pandemia, como transtornos relacionados à ansiedade, depressão, luto por uma pessoa querida, sobrecarga emocional, conflitos e problemas familiares e financeiros”, aponta Júlia.

Se o incômodo com o retorno persistir é importante buscar ajuda especializada, com um psicólogo ou psiquiatra. Esse medo pode gerar sintomas importantes de ansiedade e estresse, que devem ser tratados para não prejudicar a vida acadêmica e social da pessoa, no caso, dos estudantes.

Também é muito importante orientar seu filho sobre os cuidados necessários para o retorno às aulas, ou seja, o contato que a maioria gosta, principalmente com abraços, não poderá ocorrer.

“Com certeza será difícil para os alunos se conterem e mudarem seus hábitos em relação à forma de se relacionar com os colegas. É importante os pais conversarem sobre isso com os filhos antes da volta às aulas, para prepará-los e orientá-los sobre medidas para a proteção da saúde da família e falarem sobre como eles poderiam demonstrar afeto aos colegas sem se arriscarem. Por exemplo, dando um ‘soquinho’ na mão do colega e depois passar álcool em gel”, salienta.

Como está o retorno às aulas no país

Depois de mais de nove meses sem aulas, os estados brasileiros se organizam para o início do ano letivo de 2021.

A tendência é operar com revezamento no número de alunos presenciais, e esquemas híbridos (alterando ensino à distância e aulas in loco).

O governo de São Paulo adiou, por conta do retorno da cidade à fase vermelha, a retomada das aulas presenciais na rede estadual para o dia 8 de fevereiro. 

Na rede estadual, a volta às aulas no Rio de Janeiro está programada para acontecer no mês de março, mas sem data definida.

Estados como Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Ceará devem iniciar as aulas também em fevereiro, com esquemas que podem variar entre o híbrido e remoto.

Estados como Amapá, Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Pará, Rondônia e Roraima ainda não têm uma data exata para início das aulas. 

No restante do país, a maioria dos estados pretende, de fato, iniciar o retorno entre os meses de janeiro (Goiás e Piauí) e março (Distrito Federal), mas isso não significa uma volta ao ensino presencial.

As prefeituras têm liberdade para definir o retorno às aulas em suas cidades.

Mais informações referentes aos formatos das aulas e datas devem ser divulgadas nas próximas semanas.

Em todas as regiões a volta às aulas irá obedecer a todos os critérios de segurança do Centro de Contingência do Coronavírus. 

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