Saiba como proteger seus pequenos durante a exposição ao sol

Sol
Foto: Vidar Nordli Mathisen on Unsplash

A proteção contra a exposição do sol é fundamental para a saúde e prevenção ao câncer de pele.

Verão em alta e os dias quentes pedem por um tempo na praia ou na piscina, não é mesmo? Mas quando se tem filhos pequenos, surge a dúvida cruel: posso expor eles ao sol?

O Maternidade Moderna consultou especialistas e conta mais sobre o assunto aqui.

Falta de proteção

O brasileiro realmente não se cuida. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), cerca de 63,05% das pessoas se expõem ao sol sem qualquer proteção e isso inclui as crianças.

O resultado deste descuido? Aumenta o número de casos de câncer de pele no país. Os números são preocupantes, pois câncer de pele responde por 33% de todos os diagnósticos desta doença no Brasil. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são cerca de 180 mil novos casos por ano.

Outro dado alarmante: de acordo com Inca, 70% das radiações que irão causar câncer de pele foram recebidas na infância. Por isso a recomendação é levar a criança à praia ou à piscina após os 12 meses de vida.

Masss, como sabemos…

… que raramente os pais esperam os pequenos completarem 1 ano para expor ao sol, a dica é redobrar os cuidados.

O protetor solar, por exemplo, deve ser usado somente a partir dos 6 meses de idade. Antes a pele do bebê é muito sensível sendo o uso mais seguro após essa idade.

Como não há produtos para proteger a criança até seis meses, não exponha seu pequeno ao sol neste período.

Sobre a proteção solar, o fator 30 de proteção é suficiente, mas nada impede que você use um fator de proteção mais forte. A quantidade do produto deve ser suficiente para aplicar uma camada por todo o corpo. Importante avaliar se a pele da criança é seca ou oleosa, para a escolha adequada do protetor solar.

Ah, não se esqueça de colocar nos pequenos roupas leves e de algodão, que ajudam a filtrar o sol. Manter as crianças hidratadas e usar águas termais na praia e na piscina. também ajuda muito.

“O protetor solar deve ser usado todas as vezes que a criança for sair de casa, de preferência aplicado 30 minutos antes do passeio. Isso ajuda a evitar o câncer de pele e o envelhecimento precoce da pele. É importante lembrar que pouco tempo de exposição solar faz bem para a produção de vitamina D”, explica a pediatra Loretta Campos.

Mas o que é o Câncer de Pele?

De acordo com a Dra. Simone Neri, dermatologista, a doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele.

Pessoas com peles claras e que se queimam com facilidade quando se expõem ao sol, têm mais risco de desenvolver o câncer de pele, que também pode manifestar-se em indivíduos negros ou de peles morenas.

“O câncer de pele pode se assemelhar a pintas, eczemas ou outras lesões benignas como um machucado que não cicatriza. Por isso, conhecer bem a pele, pintas e manchas que ela apresenta faz toda a diferença na hora de detectar irregularidades”, explica a Dra. Simone.

São três os tipos mais frequentes de câncer de pele e eles se originam de diferentes células que compõem a pele: o carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e o melanoma, que diferem em aparência, grau de malignidade e tipo de tratamento.

Carcinoma Basocelular

É o mais frequente e o de menor potencial de malignidade. Seu crescimento é lento e muito raramente se dissemina à distância. A proteção solar é a melhor forma de prevenir. O tratamento na maioria das vezes é cirúrgico

Carcinoma Espinocelular

As lesões atingem principalmente a face e a parte externa dos membros superiores. Crescem formando lesões elevadas ou vegetantes (aquelas com aspecto de couve-flor). O tratamento é cirúrgico.

Melanoma

Na fase inicial, o Melanoma está restrito à camada mais superficial da pele, época ideal para realização do diagnóstico e tratamento, pois nesse período ainda não ocorre a disseminação de células tumorais à distância (metástase) e a retirada completa do tumor tem altos índices de cura.

Sintomas

Somente um exame clínico, feito por um médico especializado ou uma biópsia podem diagnosticar o câncer da pele, mas é importante estar sempre atento aos seguintes sintomas:

– Assimetria: se uma metade da lesão for diferente da outra;
– Bordas irregulares: quando o contorno da pinta ou mancha não for regular;
– Cor: sinais, pintas ou manchas com cores diferentes;
– Diâmetro: pintas ou manchas com um diâmetro maior que 6 mm;
– Evolução: qualquer tipo de mudança no tamanho ou cor.

Uma visita ao dermatologista é sempre recomendada, principalmente se você observar qualquer um dos sintomas acima. Somente um profissional poderá fazer uma avaliação confiável e orientar sobre os melhores procedimentos.

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