Quando é a hora certa de trocar o berço pela cama?

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Foto ilustrativa.

O Maternidade Moderna conversou com especialistas sobre o processo de transição do bebê para a cama.

Que as crianças crescem muito rápido todos sabem, principalmente as mães. Muitas têm a sensação de piscar e ver seu bebê se transformar em adultos. E durante esta trajetória os filhos passam por diversos “marcos” na vida. Um exemplo é a passagem do berço para a cama.

Ter a própria cama e o próprio quarto é muito importante para a criança, pois ajuda no desenvolvimento de autonomia e a ter noção das responsabilidades.

Outra questão muito essencial é a retomada da intimidade do casal. Afinal o nascimento de uma criança não é algo simples, e um casal se vê focado nas necessidades do novo ser que chegou na família.

Voltar a ter um espaço de intimidade é de suma muito importância para que a relação familiar seja sadia e fortaleza o casal diante dos desafios a paternidade e a maternidade.

Mas você pode estar pensando: é uma coisa tão simples e corriqueira! Bem, mais ou menos. É um período de transformações, para a criança e para os pais.

Quando é a hora?

Não há consenso entre os especialistas quando a criança deve começar a dormir na cama. O ideal é que os pais entendam o momento certo do filho, afinal cada criança é única e tem seu se desenvolve no seu tempo.

O ideal é que a mudança aconteça dentro do que é chamado de processo de desenvolvimento infantil, é que do primeiro ao terceiro ano de vida a criança. É nessa fase que existe que a criança cria a autonomia de sua locomoção da criança, da motricidade, e acontece a ampliação da capacidade de compreensão das coisas.

Corro o risco de traumatizar meu filho?

O trauma é configurado quando a criança sofre algum tipo de abuso, seja ele físico, emocional, sexual e/ou negligência. Os traumas são danos emocionais, que são resultantes de algum tipo de acontecimento ou evento traumático.

O receio de traumatizar os filhos vem da nossa rotina atribulada. Nem sempre os pais conseguem dar importância a todos os momentos que envolvem os filhos. E muitas vezes os pais são influenciados por experiências de gerações passadas (mães e avós).

O importante é entender que cada criança é única e o que funcionou para o filho do vizinho da tia do seu marido não vai surtir o mesmo efeito nos seus pequenos.

Quer um exemplo? Imagine a cena:

A criança está confusa naquela noite, pois o berço dela não esta mais lá. Ela está sozinha dentro do quarto e chora repetidamente suplicando para sair, mas os pais insistem que ele deve dormir na cama nova. Afinal, um pouco de choro não faz mal para ninguém, certo?

A situação vai traumatizar a criança? Nem sempre.

“A dica para efetuar um melhor processo de transição, é integrar seu filho no processo de troca”, ressalta o Psicólogo Israel Ferreira, do Instituto Ser Mais

“A melhor maneira de fazer o processo é criando um cenário em que sair do berço seja uma conquista e não uma perda. Ela irá se despedir do berço porque já é uma criança maior e por isso vai ganhar uma cama nova, uma coisa de “criança mais velha”. Este pode ser um momento de uma grande festa em família”, ressalta Bia Sant’Anna, neuropsicóloga e especialista em TCC – Terapia Cognitivo Comportamental.

E quem sofre mais, os pais ou as crianças?

Muitos pais acabam sofrendo mais com transições dos filhos, isso porque demoram a entender e a aceitar que seus bebês estão crescendo. Trocar o berço por uma cama é a constatação real deste crescimento.

“Já para as crianças o novo pode trazer a comum aversão, ou talvez, ser uma experiência de aventura, vai depender de como essa família se relaciona com essa questão”, completa Ferreira.

Outros pontos devem ser avaliados nesta transição, como a chegada de um irmão mais novo. Um outro bebê pode dar ao filho mais velho a sensação de que ele esta “roubando” o seu lugar. Esse tipo de questão precisa está no radar dos pais, pois pode ser um fator que cause algum tipo de complicação na transição.

“Neste caso, o melhor é manter a criança ao máximo dentro da sua rotina e aguardar um momento mais apropriado em que a família toda já esteja mais ajustada à chegada do novo membro”, afirma Bia.

Dicas práticas

A pediatra e Consultora de Aleitamento Materno, Dra. Loretta Campos dá algumas dicas para saber o momento certo para ir para cama:

– Quando o berço estiver na parte mais baixa possível, observe seu filho em pé lá dentro.
– Se a grade estiver abaixo do peito, considere a troca para uma cama.
– Por volta de um ano e meio é que as camas substituem. Nessa fase as habilidades motoras já estão bem desenvolvidas e todo cuidado é pouco.
– As camas mais seguras são as mais baixas: são fáceis de subir e descer, sem riscos de queda a noite.
– Se você tiver uma cama de altura normal, coloque uma grade de proteção para não ter riscos de queda.
– Beliches não são indicados para crianças pequenas.

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