Qual a melhor idade para ensinar finanças para crianças?

Finanças para Crianças
Educar as crianças para lidar com dinheiro traz benefícios para a vida toda. Entenda quando e como fazer isso. Imagem ilustrativa

Transmitir esses fundamentos para as crianças é importante para que elas cresçam mais conscientes em relação às suas finanças.

A educação financeira nos ensina a lidar melhor com o dinheiro. Através dela, aprendemos a valorizar aquilo que temos, realizamos despesas com mais responsabilidade, evitamos cair em dívidas impagáveis e fazemos nosso orçamento render mais, além de vários outros ensinamentos que aumentam o nosso bem-estar.

Transmitir esses fundamentos para as crianças é importante para que elas cresçam mais conscientes em relação às suas finanças. Mas quando começar a ensinar e que abordagens usar em cada fase da infância? É sobre isso que falaremos neste artigo.

Por que ensinar finanças para crianças

É na infância que constituímos a base de nossa personalidade e de nossas visões de mundo. Os conceitos e preceitos que são transmitidos às crianças reverberam ao longo de toda a vida delas, moldando seu caráter e sua conduta na fase adulta. 

Além disso, as crianças são conhecidas por sua grande capacidade de absorver conhecimento, o que significa que elas podem aprender mais facilmente determinados conceitos que os adultos têm mais dificuldade para absorver.

Crianças que são ensinadas desde cedo a lidar melhor com os recursos tornam-se mais responsáveis e menos consumistas. Elas aprendem a respeitar as limitações do orçamento familiar e as limitações financeiras estabelecidas por seus pais, e também consomem de modo mais responsável os recursos diários, a mesada e os presentes que recebem.

É por isso que recomendamos iniciar a educação financeira o mais cedo possível. Isso, claro, deve ser feito gradualmente, respeitando-se as capacidades e necessidades de cada fase de desenvolvimento das crianças.

O que ensinar sobre finanças para criança em cada fase

A educação financeira para crianças precisa respeitar o nível de conhecimento em cada idade. Crianças mais novas não estão preparadas para aprender conceitos complexos, como taxa de juros ou limite de crédito. Por outro lado, as crianças mais velhas necessitam de ensinamentos adequados ao contexto de consumo e responsabilidades em que elas começam a adentrar.

Até quatro anos

Nessa fase, podemos inserir princípios básicos no aprendizado dos pequenos, mas que são fundamentais dentro da educação financeira. 

Um exemplo é a diferença entre desejo e necessidade. As crianças devem aprender que nem tudo o que elas desejam é realmente necessário, e que a prioridade deve estar com o segundo. De modo semelhante, devem aprender que nem tudo o que desejam traz benefício.

Você pode ensinar isso em pequenas situações do dia-a-dia da criança, como quando ela deseja comer um doce, em vez de almoçar. Uma forma mais direta de ensinar isso no contexto financeiro é brincando de fazer compras ou levando os filhos para uma compra no supermercado e indicando quais produtos são essenciais e quais são supérfluos.

Nessa fase, também é importante que a criança aprenda a lidar com a frustração de não ter aquilo que deseja. Isso requer um pouco de firmeza dos pais, que não podem ceder a todas as demandas dos filhos. 

Por outro lado, também é importante saber recompensar o bom comportamento dos pequenos, que aprenderão, assim, a necessidade de fazer sacrifícios para ter algo em troca.

De cinco a oito anos

Nessa fase, as crianças já estão aptas a aprender conceitos mais complexos e têm, especialmente, um conhecimento matemático mais amplo. É por isso que podemos inserir, nesse momento, questões ligadas diretamente a dinheiro e orçamento. Podemos fazer brincadeiras envolvendo o uso de dinheiro ou podemos começar a dar dinheiro de verdade para as crianças.

Uma forma muito eficiente de ensinar as crianças a administrar seus recursos é através do cofrinho. Podemos dar uma mesada ou dar recompensas de vez em quando, na forma de moedas para elas encherem seus cofrinhos. Elas poderão gastá-las com guloseimas, brinquedos e outros itens de sua escolha. Inserir o dinheiro nessa fase é importante para que elas aprendam a merecê-lo e a administrá-lo desde já.

Também há jogos muito úteis nesse sentido, como Vamos poupar, Jogo da Vida e Goumi, além de brincadeiras simples, como brincar de fazer compras, que já citamos, brincar de casinha, dentre outras.

De nove a doze anos

Chegamos num momento em que as crianças já têm uma experiência de vida considerável e podemos colocá-las em contato com questões financeiras práticas. Podemos colocá-las a par do funcionamento do orçamento familiar, explicando como o dinheiro está sendo gasto.

Também podemos iniciá-las na prática do planejamento financeiro, ensinando-as a registrar todos os seus gastos e estabelecer metas de poupança. Incentive-as a fazer tarefas úteis para a família, como fazer compras de vez em quando em algum comércio próximo.

A mesada e as recompensas dos pequenos também podem ser aumentadas nessa fase. Eles poderão gastar o dinheiro em coisas mais caras, como material escolar, roupas e eletrônicos.

Jogos com lições financeiras mais complexas também podem ser apresentados nesse estágio. Exemplos são Banco Imobiliário, Monopoly, SimCity e Renda Passiva. Esse último, aliás, foi desenvolvido especialmente para educar financeiramente crianças e adolescentes.

Dicas para ensinar finanças para crianças

Investir na educação financeira dos seus filhos trará grandes benefícios, especialmente quando eles se tornarem adultos. Embora, para alguns, possa ser uma tarefa complicada, algumas dicas tornam esse processo mais fácil e eficiente.

Primeiramente, é importante que os adultos da família deem o exemplo. Não adianta ficar ensinando boas práticas financeiras para os filhos, mas viver endividado e com o nome sujo. Portanto, recomenda-se que toda a família se envolva no esforço de sanar as finanças e gerir melhor o orçamento.

Outra atitude que pode ajudar é recorrer a brincadeiras e estratégias lúdicas. É possível usar jogos eletrônicos e brincadeiras corriqueiras das crianças, como citamos acima. Por fim, você pode consultar diversos conteúdos produzidos por especialistas no assunto, disponíveis no YouTube, Instagram e outras redes sociais.

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