Perda auditiva na infância tem aumentado nos últimos anos

perda auditiva na infância
Teste da orelhinha é fundamental. Foto ilustrativa

Para diagnosticar a perda auditiva o quanto antes, o exame da orelhinha é fundamental nos recém-nascidos.

A audição é o primeiro sentido do corpo humano a se constituir no bebê quando ele ainda está dentro da barriga da gestante. Por isso, ao nascer, a criança é capaz de reconhecer a voz da mãe e do pai quando há estímulos sonoros durante a gestação.

E quando o bebê acaba de chegar ao mundo precisa fazer um exame muito importante: o teste de otoemissões acústicas, mais conhecido como teste da orelhinha.

“Até 75% das deficiências auditivas podem ser identificadas ainda na maternidade, com a realização do teste. Esta triagem ajuda a fazer o diagnóstico precoce, ampliando as chances da criança de ter uma vida saudável mesmo com a presença de algum problema auditivo”, explica a Dra. Rita de Cássia Guimarães, médica otorrinolaringologista especialista em otoneurologia.

Ela ressalta ainda que a incidência de deficiência auditiva ainda na infância é de aproximadamente 1,5 a cada 1.000 nascidos vivos.

Na infância, o reconhecimento dos sons, a identificação de objetos, a obtenção da fala e o aprendizado de conceitos dependem da audição.“As alterações que podem afetar a saúde auditiva  prejudicam a educação da criança se não houver tratamento e acompanhamento adequado. As consequências da perda de audição são devastadoras”, observa a médica.

Por isso, mais do que apenas promover formas eficazes de tratamento, é indispensável também a prevenção ainda na infância. O cuidado, mais do que prevenir problemas ainda com pouca idade, também ajuda na vida adulta. Promovendo uma melhor qualidade de vida.

Perda auditiva

Cerca de 25 milhões de brasileiros têm diminuição do limiar auditivo. Cerca de 60% dos distúrbios de comunicação estão relacionados com a deficiência auditiva. E 90% dos casos têm sucesso no tratamento.

A exposição a ruídos intensos ocorre diariamente. O barulho do trânsito, aviões, construções, máquinas e principalmente o uso incorreto de aparelhos de som pode ser responsável pelos problemas de audição que afetam parte da população.

Mesmo quem não trabalha em locais considerados de risco para a saúde auditiva corre perigo. Várias situações do cotidiano são prejudiciais para os ouvidos. Uma pessoa não deve ficar exposta por mais de oito horas a um som de 85 decibéis (dB NA), intensidade equivalente a uma avenida movimentada.

“Existem várias estratégias para tratar a perda de audição, mas a prevenção é a forma mais eficaz de preservar a saúde auditiva. A exposição a barulhos intensos é uma das causas mais frequentes de deficiência auditiva e há inúmeras maneiras de prevenir os danos causados pelos ruídos, mas poucas para reverter as lesões”, alerta otorrinolaringologista. 

Ouvir é fundamental para o ser humano. Isso porque, grande parte da aquisição do conhecimento do mundo é feito por meio dos sons, que, além de promover a comunicação, também estimula o desenvolvimento global do indivíduo. Por isso, independente da idade, a faculdade de ouvir é essencial para o desenvolvimento humano.

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