Pais estão participando mais da educação dos filhos durante a pandemia

Pais participam mais da educação dos filhos
Os pais estão participando da educação dos filhos durante a pandemia. Foto de August de Richelieu no Pexels

Além de participar mais da educação dos filhos, os pais passaram a valorizar mais os professores.

Como estão as aulas remotas por aí? Tem participado mais das atividades escolares? Saiba que você faz parte de uma estatística positiva: 51% dos responsáveis dizem participar mais da educação dos filhos, atualmente, do que antes da pandemia causada pelo coronavírus.

É o que afirma a pesquisa Educação não presencial na perspectiva dos estudantes e suas famílias, do Instituto DataFolha encomendada pela Fundação Lemann, Itaú Social e Imaginable Futures, e realizada com 1.021 pais ou responsáveis de estudantes das redes públicas municipais e estaduais do país.

Participação dos pais

Quando detalhamos melhor a pesquisa observamos que o índice de participação dos pais sobre para 58% na região Sul e 57% no Centro-Oeste.

Outro dado relevante é que participação na educação dos filhos aumenta para 58% entre os responsáveis com maior escolaridade, contra 47% entre os que têm nível fundamental. E não é só isso, 72% concordam com a afirmação de que estão com mais responsabilidade pela educação dos estudantes durante a pandemia, do que antes dela.

Isso mostra que este período difícil também pode ser positivo, pois se todos estivessem em suas rotinas “normais”, talvez muitos destes pais nem saberiam o que os filhos estudam. Ponto para educação!

Valorização dos professores

E os professores se reinventaram durante a pandemia. Aprenderam a criar aulas interessantes, a gravar vídeos e a fazer aulas online. Tudo em tempo recorde.

E tudo isso porque? Para que os alunos não ficassem prejudicados durante o ano letivo.

Essa atitude tão importante é reconhecida pelos pais. O levantamento do DataFolha mostrou que 71% dos responsáveis pelos estudantes estão valorizando mais o trabalho desenvolvido pelos professores e 94% consideram muito importante que os docentes estejam disponíveis para correção de atividades e esclarecimento de dúvidas durante as aulas não presenciais.

Eficiência do EAD

A pandemia realmente teve um efeito transformador para a educação. A maioria dos entrevistados (64%) consideram que as aulas não presenciais foram eficientes no aprendizado aos estudantes.

Para a gerente de Pesquisa e Desenvolvimento do Itaú Social, Patricia Mota Guedes, os dados podem contribuir para que o poder público amplie seu olhar sobre o potencial das famílias e sobre o papel das redes de proteção à criança e ao adolescente. “Famílias estão acompanhando mais de perto o ensino para seus filhos, e valorizando ainda mais o papel central do professor. São transformações que vêm para dar mais força a iniciativas de valorização da profissão docente, assim como da parceria família-escola. Ao mesmo tempo, os dados sobre o contexto podem e devem ajudar a direcionar as políticas intersetoriais, tão necessárias para o desenvolvimento integral dos educandos, especialmente nos territórios em situação mais vulnerável”, diz ela.

Desafios pós-pandemia

Por outro lado, o mapeamento mostrou os principais desafios que devem ser enfrentados de agora em diante.

O maior deles é a motivação, já que 54% dos estudantes se sentem desmotivados. Os principais motivos são as dificuldades de estabelecer uma rotina de aprendizagem em casa.

De acordo com o diretor executivo da Fundação Lemann, Denis Mizne, a preocupação dos pais com uma possível desistência da escola pelos estudantes é um alerta para toda a sociedade. “A evasão e o abandono escolar não são um evento pontual, mas algo que terá reflexo sobre o estudante, sobre sua família e sobre a sociedade como um todo, aumentando ainda mais a desigualdade. Toda a sociedade deve estar engajada para evitar que o estudante desista da escola. Não pode ser uma tarefa única da escola ou da família. É importante mostrar ao estudante o que ele perde desistindo da escola, pois é uma forma de desistir da sua própria história, dos seus sonhos e do seu futuro”, diz Mizne.

Esta é a quarta onda da pesquisa realizada com amostra de abrangência nacional,  que tem por objetivos identificar se os estudantes dos ciclos Fundamental e Médio estão recebendo, acessando e realizando as atividades de aprendizado remoto durante a pandemia no Brasil

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