Obesidade infantil é uma doença crônica que pode ser evitada

Obesidade
Foto: Rawpixel.com/Freepik

Hábitos impactam diretamente no desenvolvimento da Obesidade Infantil.

A obesidade infantil já é considerada uma doença crônica. Acha que é exagero? Então veja os número da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O órgão estima que em todo o mundo 41 milhões de crianças menores de cinco anos estejam acima do peso. No Brasil, 13% dos meninos e 10% das meninas entre 5 e 19 anos sofrem com obesidade ou sobrepeso.

Os números realmente assustam. Mas qual é a causa do aumento de peso em nossas crianças?

A obesidade infantil é resultado de inúmeros fatores ambientais, genéticos e biológicos. “A mudança no estilo de vida das famílias, com o fácil acesso a alimentos altamente calóricos e industrializados, e a falta de atividades físicas são os principais fatores que resultam no sobrepeso infantil”, comenta a nutricionista da Fundação Pró-Rim, Juliana Malinovski.

Vida moderna x sedentarismo

Crianças podem nascer obesas devido a algumas doenças na gestação como o Diabetes Gestacional, o uso de medicamentos como os Glicocorticoides, ou até mesmo por causa de algumas doenças genéticas mais raras.

Mas, o estilo de vida e, principalmente, os hábitos da família influenciam muito no ganho de peso.

Um momento em que pode haver maior ganho de peso acontece com o início da introdução da alimentação complementar. “Atualmente com a redução da licença maternidade as crianças estão recebendo por menos tempo o aleitamento materno, que deveria ser preconizado até os dois anos de vida. As crianças que recebem o leite materno têm menor incidência de obesidade”, explica Dra. Bruna Natalino Haber Garcia, endocrinologista pediatra, médica preceptora do Internato em Medicina na Pontifícia Universidade Católica (PUCPR)  Câmpus Londrina.

Outro ponto importante que pode resultar na obesidade é o sedentarismo. Seja por falta de tempo dos pais para acompanhar os filhos ou o medo da violência, a verdade é que as crianças dedicam mais tempo aos aparelhos eletrônicos, como celular,es, TVs e computadores do que a brincar ao ar livre.

Mais uma vez o exemplo dos pais conta muito. Se os pais são ativos, tendem a realizar esportes e se preocupar com a saúde, as crianças naturalmente farão o mesmo.

A falta de atividades físicas afeta a qualidade e a quantidade de sono das crianças, o que pode desencadear alterações nos hormônios que regulam o apetite.

Mas como tirar os filhos do sedentarismo? A diretora pedagógica Mônica Mazzo, do colégio AB Sabin listou cinco dicas para fazer as crias se movimentarem:

  • Em vez de passar os fins de semana em lugares fechados como shoppings, leve seus filhos para andar de bicicleta, de patinete, patins, jogar bola, ou seja, se divertir e criar um hábito saudável que há grandes chances de ser preservado pela criança no futuro.
  •  Cursos extracurriculares (danças, lutas e outros esportes) são uma boa opção para manter os pequenos sempre em movimento. Para cultivar o interesse da criança, deixe que ela escolha o que mais lhe atrai.
  •  Participe das atividades. Acompanhar seu filho no clube, em passeios e aproveitar para fazer exercício é importante não apenas pela atividade física em si, mas também para a criança associar a prática de um programa de família.

Alimentação equilibrada

A rotina corrida de pais e filhos tem tirado o hábito de se sentar à mesa para realizar as refeições.

Esse mesmo cotidiano impacta qualidade da alimentação. É muito mais fácil dar um alimento altamente processado do que cozinhar uma refeição saudável.

Ou seja, a criança não tem à disposição um cardápio equilibrado. Com a farta oferta de fast food, salgadinhos e doces, ou seja, alimentos ricos em açúcares e gorduras saturadas, os pequenos realmente não vão ligar para um belo prato de salada com arroz, feijão e carne.

Ah, e não se esqueça dos refrigerantes e bebidas açucaradas, que acabam substituindo a água, aumentando o risco de problemas nos rins.

Por isso o planejamento para montar um cardápio variado e saudável também deve estar presente na vida da família. É muito importante oferecer opções saudáveis em casa e na lancheira das crianças.

“É comprovado que uma alimentação saudável desde a infância pode prevenir o aparecimento de doenças renais. Basta ter um pouco de planejamento para montar um cardápio variado e saudável”, complementa a coordenadora do setor de Nutrição da Pró-Rim, Jyana Gomes Morais Campos.

Impacto na vida adulta

“Só um docinho não faz mal”, você já deve ter ouvido esta frase várias e várias vezes. A questão é que se o hábito do docinho for frequente faz mal sim, não agora, mas na saúde futura do pequeno.

Mesmo que a criança são seja uma criança obesa, os maus hábitos podem torná-la uma adulta com doenças como a diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e a doença renal crônica. “Atitudes saudáveis que podem ser aprendidas na infância impedem positivamente o aumento da incidência de diabéticos, hipertensos e doentes renais no futuro”, relata o Dr. Artur Wendhausen, nefropediatra da Pró-Rim.

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