Número de leitores de 5 e 10 anos cresce durante a pandemia

Criança lendo com o pai
Crianças leem mais com os pais. Foto criada por Racool_studio

Esse pequeno aumento do número de leitores é animador, em um país que lê tão pouco.

Nem tudo vai mal neste “novo normal”, imposto pelo coronavírus. Uma notícia boa é que o número de leitores de 5 e 10 anos cresceu durante a pandemia. As informações são do último levantamento da pesquisa Retratos da Literatura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró-Livro.

Outro dado muito importante é que os pré-adolescentes, de 11 a 13, são os que mais leem no país, certa de 81% da amostragem.

Estes números são realmente animadores num país em que perdeu 4,6 milhões de leitores entre 2015 e 2019, de acordo com a mesma pesquisa.

E as editoras estão se adaptando para atender a mudança dos leitores. A diretora da Catapulta Editores, ressalta a quantidade de pais que relataram a mudança no comportamento infantil no período em casa, sob isolamento social. “Esse foi um dos momentos em que nós, inclusive, lançamos títulos no mercado literário, que têm tido boa aceitação”, acrescenta Carmen Pareras.

O brasileiro lê pouco

A média de leitura do brasileiro é de cinco livros por ano, sendo que cerca de 2,4 livros são lidos apenas em parte e, 2,5, inteiros. Esse número é muito baixo, considerando 365 dias.

A Bíblia continua na liderança na leitura e é apontada como o tipo de livro mais lido pelos entrevistados e também como o mais marcante.

As maiores quedas no percentual de leitores foram observadas entre as pessoas com ensino superior – passando de 82% em 2015 para 68% em 2019 -, e entre os mais ricos. Na classe A, o percentual de leitores passou de 76% para 67%.

De acordo com a coordenadora da pesquisa, Zoara Failla, um dos motivos da queda da leitura é o advento da internet, afinal, a facilidade de acesso à tecnologia de dados móveis fazem qualquer smatphone estar conectado o tempo todo, principalmente em redes socias. “A gente nota que a principal dificuldade apontada é tempo para leitura e o tempo que sobra está sendo usado nas redes sociais”, diz Zoara.

Mas nem tudo está perdido. O estudo mostra que 82% dos leitores gostariam de ter lido mais.

E a mesma internet que leva o público para as redes sociais é responsável pelo aumento do e-commerce. Receber itens de compra em casa se tornou mais comum no período da pandemia.

Esse é um dos fatores que aproximou toda a família aos livros infantis. “Anteriormente, as crianças se isolavam e ficavam concentradas em jogos eletrônicos. Quando se cansavam, mostravam-se irritadiças e passavam às travessuras, tentando atrair a atenção dos pais. Com a facilidade de receber nossos livros em casa, pais e filhos se aproximaram e melhoraram a interação”, finaliza a Carmem.

E que tal aumentar estes números positivos? Invista em livros para seus pequenos, e tire um tempo para ler com eles, é diversão garantida!

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