Gestação: saiba o que acontece nos nove meses de desenvolvimento do bebê

Gravidez
Foto ilustrativa

A gestação transforma completamente
do corpo da mãe.

Não é exagero afirmar que a gravidez é uma montanha-russa de emoções. Afinal a mulher é literalmente inundada por hormônios durante as 40 semanas (aproximadamente) de gestação.

Esta explosão de hormônicos no corpo da mulher provoca profundas alterações, tanto físicas como emocionais.

Durante o ciclo menstrual os hormônios estrogênio e a progesterona têm a função de preparar o corpo para uma possível fertilização.

Antes da ovulação quem “manda” é o estrogênio e após a ovulação a taxa de estrogênio cai, dando lugar para a progesterona. Após a queda do nível de progesterona vem a menstruação e o ciclo recomeça. Agora se a progesterona não diminuir quer dizer que a mulher está grávida. engravidou.

Começo da gestação

Logo após a concepção outro hormônio entra em ação, o gonadotrofina coriônica, ou como é mais conhecido, o beta-HCG. Esse é o hormônio que confirma a gestação.

O beta-HCG, inclusive tem um papel importante na manutenção da gravidez durante o primeiro trimestre. É nesse período, em que a placenta está em formação, que a progesterona volta com tudo, e com ela os enjoos, o sono, a salivação e a alteração de humor.

Como a gestante não pode fazer uso de medicamentos, a não ser os receitados pelo obstetra, existem algumas ações que podem aliviar os enjoos:

  • Mantenha-se hidratada! Vale água, sucos de frutas (especialmente cítricas) e água de coco;
  • Evite ingerir líquidos durante as refeições, isso pode agravar as náuseas;
  • Faça refeições menores e em maior frequência durante o dia (a cada 2h ou 3h);
  • O limão será seu novo melhor amigo! Pingue algumas gotinhas na boca quando se sentir enjoada;
  • Evite se deitar logo após as refeições. Aguarde pelo menos 15min;
  • Coma muita fruta cítrica! Uva verde, kiwi, laranja e até… o limão.

Ao final do primeiro trimestre, volta ao jogo o estrogênio, que pode atingir índices até 30 vezes superiores às taxas anteriores à gravidez. Toda essa dilatação vascular contribui para a gestante apresentar sintomas de rinite, maior tendência a ter calor e até dores de cabeça.

Até agora a gestação não parece nada atraente, né? Pois é, a mulher passa por tudo isso e, na maioria dos casos ainda podem pensar que é frescura. Por isso, depois de ler isso repense suas opiniões!

Mitos e verdades sobre a gravidez

O período da gestação é cercado de mitos que são repetidos tantas vezes que acabam virando verdade. O Maternidade Moderna desvendou alguns mitos:

Mulheres que tomam anticoncepcional há muito tempo não engravidam logo em seguida à suspensão do uso?

MITO: O tempo de uso do anticoncepcional não influencia na fertilidade. A mulher pode engravidar logo após a suspensão do uso.

O acontece que algumas mulheres que usaram anticoncepcional por muito tempo, às vezes, ficam com os hormônios da pílula impregnados nas células de gordura. Nesses casos, mesmo com a interrupção do uso, os efeitos do contraceptivo continuam no organismo por algum tempo. “Por isso é normal um período de até um ano de tentativas de engravidar após a suspensão do anticoncepcional”, explica o Dr. Domingos Mantelli, ginecologista, obstetra e autor do livro “Gestação: mitos e verdades sob o olhar do obstetra.

Mulheres atletas ou que se exercitam demais podem ter maior dificuldade de engravidar?

VERDADE: Exercícios extenuantes e muito intensos como corridas de longa distância, maratonas, entre outros, podem resultar no que se chama de “amenorreia secundária” ou ausência dos períodos menstruais.

Isso ocorre quando a gordura do corpo cai a níveis inferiores aos necessários para que haja ovulação. Há mulheres que, mesmo com uma rotina de exercícios intensos, continuam a menstruar regularmente. No entanto, mulheres que queiram engravidar devem reduzir suas atividades físicas em níveis mais moderados, justamente para não haver prejuízo na ovulação

A endometriose impede a gravidez?

MITO: Não impede, mas pode dificultar. Cerca de 50% das mulheres que têm endometriose apresentam infertilidade. É fundamental entender a diferença entre infertilidade e esterilidade: uma mulher estéril não pode engravidar; uma mulher infértil tem dificuldades para engravidar.

Se a mulher tem um ciclo menstrual irregular, pode ter dificuldade para engravidar?

VERDADE: As dificuldades ovulatórias são responsáveis por cerca de 25% de todos os casos de infertilidade feminina. Se o ciclo da mulher é irregular, ela não sabe quando está ovulando, portanto não tem como indicar qual é seu período fértil para programar as relações sexuais e, assim, facilitar a concepção. O melhor a fazer é procurar o ginecologista para que o profissional investigue as causas dessa irregularidade no ciclo menstrual e possa corrigi-las. A partir do momento em que o ciclo volta a ser regular, podemos ter uma noção mais precisa.

Se as relações sexuais ocorrem todos os dias, as chances de a mulher engravidar são maiores?

MITO: A quantidade de espermatozoides diminui com a frequência das ejaculações. Normalmente, aconselha-se que, na semana que precede a ovulação, o casal que deseja engravidar tenha relações sexuais dia sim, dia não, desde que o “dia sim” caia na metade do ciclo menstrual da mulher.

Dessa maneira, os espermatozoides têm mais tempo para serem repostos e as ejaculações terão maior número deles, o que facilita muito a fecundação. Portanto, para que haja concepção, não adianta o homem ter cinco, seis relações sexuais num único dia, já que na quinta ou sexta relação quase não haverá mais espermatozoides no conteúdo ejaculado.

Grávida no pode dirigir

MITO: O ato de dirigir por si só, ou seja, manejar os pedais e a direção do carro, não causa nenhum prejuízo à gravidez. “Por isso, se não houver contraindicação e a gestação estiver transcorrendo normalmente, a mulher poderá dirigir sem problema, bastando tomar alguns cuidados”, alerta a Dra. Erica Mantelli, ginecologista, obstetra e especialista em saúde sexual.

No caso de usar o cinto de segurança de três pontos, a gestante não deve passar a alça inferior por cima do abdome, e sim na linha da cintura, para que o abdome não seja comprimido, no caso de uma frenagem brusca ou colisão.

Os riscos a que uma gestante se expõe ao dirigir são semelhantes, embora não idênticos, aos que uma mulher não gestante se expõe. “No caso de uma colisão, por exemplo, o abdome de qualquer uma das duas poderia ser afetado com o impacto no volante, ” informa a ginecologista.

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