Gengivite gravídica: inflamação na gengiva pode provocar o parto prematuro

Gengivite Gravídica
Imagem: Super Kitina by Unsplash

Entre as alterações físicas, os hormônios podem deixar as gengivas mais sensíveis o que pode ocasionar a gengivite gravídica.

Durante a gravidez o corpo da mulher é inundado por hormônios que provocam profundas alterações, tanto físicas como emocionais. Entre as alterações físicas, os hormônios podem deixar as gengivas mais sensíveis o que pode ocasionar a gengivite gravídica.

“Por conta das alterações hormonais, a gestante pode ter uma resposta exacerbada das estruturas periodontais de suporte, provocando a gengivite”, explica a dentista Rachel Abreu, do Consultório Boutique, no Rio de Janeiro. 

Por isso o acompanhamento com um profissional é muito importante para evitar problemas da saúde bucal de maneira geral, porque a bactéria e a inflamação gerada pela contaminação  do dente libera mediadores químicos que entram na corrente sanguínea e podem chegar até o feto, podendo até resultar em um parto prematuro.

Mesmo durante a pandemia as grávidas podem fazer todos os  tratamentos nos dentes durante este período.   

“Qualquer tratamento não emergencial, a gente dá prioridade no segundo trimestre, mas a gente pode fazer em qualquer momento da gestação, porque existem anestésicos apropriados para a gestante”, afirma Erika Abreu, do Consultório Boutique.

Além dos hormônicos, é preciso ficar atendo redobrar os cuidados com a higiene bucal, uma vez que descuidos com a boca podem aumentar as chances de contaminação de diversas doenças. 

Por isso os cuidados com a higiene bucal devem ser redobrados no período de isolamento social em meio a pandemia por causa do coronavírus. Confira as dicas do Dr. Edmilson Pelarigo, Diretor Clínico da OrthoDontic:

Higienização 

Evite aplicar força na escovação, que deve ser feita de forma suave e com escova de cerdas macias para não machucar as gengivas.  

Além disso, não esqueça da língua e da parte interna das bochechas, pois elas retêm bactérias e devem ser igualmente higienizadas.

O uso do fio dental também é importante, pois garante a limpeza de áreas que a escova dental não alcança. Quem usa aparelho dental deve contar com o auxílio de facilitadores, como o passador de fio e a escova ortodôntica. 

Alimentação 

A alimentação pode ser inimiga ou aliada da saúde bucal. Os alimentos chamados “detergentes” são capazes de ajudar a livrar os dentes de resíduos e gorduras, como a maçã, a cenoura, o kiwi, a acelga e o pepino, entre outros.

Por outro lado, os açúcares e carboidratos presentes em refrigerantes e chocolates, por exemplo, aumentam a acidez na boca, proporcionando um ambiente ideal para a proliferação de bactérias causadoras das cáries.  Por isso é bom evitar este tipo de alimento.

Cuidado com os tratamentos caseiros 

Clareamentos feitos sem o acompanhamento do dentista, com auxílio receitas caseiras ou produtos comprados em mercados e farmácias podem causar a corrosão do esmalte e manchar os dentes. Quem deseja melhorar a aparência do sorriso deve procurar um especialista de confiança, que realizará o procedimento mais indicado para cada caso. 

Importante:

Em tempos de distanciamento social, a consulta deve ser feita apenas em casos de urgência e emergência. Seis meses é também o tempo de intervalo recomendado para que se faça uma limpeza profissional com o dentista, evitando acúmulo de tártaro, gengivite e cáries.  

Lembre-se, seu dentista deve seguir a orientação reforçada pelo Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), que para trabalharem dentro os protocolos divulgados pelo Ministério da Saúde.

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