Fertilidade: o que pode afetar a capacidade de ter filhos

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Foto ilustrativa.

Fatores ambientais, estilo de vida, uso de remédios e doenças podem impactar a fertilidade.

Com a mudança do perfil da mulher ao longo dos anos, com elas focando ainda mais na carreira, o sonho de ser mãe acaba adiado. O resultado é que muitas pacientes enfrentam problemas de fertilidade.

Fatores ambientais, estilo de vida, uso de remédios e doenças podem impactar a fertilidade.

“Quando muitas mulheres se sentem prontas para a maternidade, enfrentam problemas de infertilidade relacionados à idade. Mas ao contrário do que muitas pessoas pensam, não são só os anos a mais que dificultam a gestação”, explica Dr. Alberto Guimarães: ginecologista, obstetra e precursor do Parto sem Medo, novo modelo de assistência à parturiente que realça o parto natural como um evento de máxima feminilidade, onde a mulher e o bebê devem ser os protagonistas.

Veja as principais causas da infertilidade feminina:

Cigarro

Conhecido como o vilão da saúde, ele também é prejudicial para quem planeja ter filhos. Segundo estudos, 13% dos casos de infertilidade estão ligados ao fumo. O tabaco deteriora os óvulos e aumenta os riscos de aborto, gravidez ectópica e menopausa precoce.

Idade

Quando a mulher nasce, tem um estoque de óvulos que nunca aumenta, ao contrário disso, ele vai diminuindo em qualidade e quantidade, com o passar do tempo, graças ao envelhecimento. Isto aumenta o risco de abortos, doenças cromossômicas (como a Síndrome de Down) e a infertilidade.

Obesidade

Reconhecida como um dos principais problemas dos países desenvolvidos, a obesidade afeta a fertilidade da mulher. Capaz de influenciar na longevidade e qualidade dos óvulos, ela levar ao desregulamento do ciclo menstrual e a ovulação não efetiva.

Medicamentos

Apesar de resolverem alguns problemas, os remédios podem causar outros. É importante ficar atenta e informar ao seu médico, sobre os medicamentos que você está tomando, antes de começar a tentar engravidar, pois existem alguns que reduzem as chances de uma gestação. Remédios para depressão, ansiedade e epilepsia, podem alterar o ciclo menstrual.

Estresse

Se manter distante dele é importante para a qualidade de vida, principalmente de quem está tentando engravidar. Mulheres estressadas apresentam 29% menos chance de engravidar, segundo estudo feito pela Ohio State University College of Medicine, em 2014;

O estresse na infância também pode afetar a fertilidade da mulher. Uma pesquisa realizada com mulheres de 18 a 42 anos que iriam fazer a fertilização in vitro, mostrou que 29% das mulheres inférteis tiveram confirmada a vivência de estresse precoce em suas vidas.

A médica ginecologista Silvana Chedid, especialista em reprodução humana pelo Centro de Medicina Reprodutiva da Universidade Livre de Bruxelas, explica que ‘early life stress’ atua na implantação embrionária através de mecanismos epigenéticos, aumentando o risco de falha de implantação e perda da gestação.

“A epigenética é definida, em linguagem simples, como a influência de fatores ambientais sobre a genética de um organismo. O estresse atua como um fator ambiental desfavorável, alterando a genética embrionária e aumentando o risco de perda. Os fatores emocionais têm uma enorme importância nesse processo, e quanto mais forem adequadamente controlados, melhor o prognóstico da gestação”, afirma a Dra. Silvana.

Se você decidiu entrar no mundo da maternidade, procure seu ginecologista para fazer todos os exames necessários para ter certeza que sua saúde está em dia.

Caso haja algum problema, seu médico é o profissional indicado para te orientar e indicar os melhores tratamentos para que você atinja seu objetivo: gerar uma vida e conhecer seu maior amor.

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