Escoliose
Radiografia de uma pessoa com escoliose. Foto: Rawpixel - Freepik

A Escoliose Idiopática do Adolescente, é uma doença que afeta a coluna vertebral e mexe com o seu alinhamento natural.

Você já deve ter ouvido que alguém que você conhece tem a “coluna em S ou em C”. Este é nome popular da Escoliose Idiopática do Adolescente, doença que afeta a coluna vertebral e mexe com o seu alinhamento natural. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde – OMS, a escoliose afeta entre 2% a 4% da população mundial.

A patologia é caracterizada pelo desvio para o lado direito ou esquerdo do corpo e pode, ou não, vir acompanhada de maior ou menor grau de rotação tridimensional da coluna. 

O adolescente afetado pela escoliose idiopática (sem causa específica) convive com o desnivelamento do tronco, mais perceptível nos ombros e cintura.

Esta é uma doença progressiva que afeta mais de 250 milhões de pessoas no mundo. Suas causas nem sempre estão claras, mas fatores genéticos e doenças neurológicas contribuem para seu desenvolvimento.

Apesar de não causar dores ou incapacidade, também não melhora com o tempo. Por isso, a intervenção precoce pode minimizar a curvatura e impedir a sua progressão.

Vale observar:

  • Alinhamento dos ombros;
  • Simetria das escápulas;
  • Espaço entre a cintura e os braços.

A escoliose pode ser dividida em diferentes tipos, porém, as que afetam os adolescentes são classificadas como idiopáticas.

Segundo o Dr. André Evaristo Marcondes, ortopedista e especialista em coluna do Núcleo de Medicina Avançada do Hospital Sírio-Libanês, a escoliose é avaliada em graus, sendo que nos estágios iniciais ela é quase imperceptível.

“A partir de 40, 45 graus de inclinação, indicamos o tratamento cirúrgico, para corrigir o alinhamento postural e evitar danos a outros órgãos do corpo, como coração e pulmões que, nesta etapa, são comprimidos”, afirma o especialista.

A escoliose pode ser diagnosticada precocemente e isso permite à criança receber o tratamento adequado, de modo a conter a evolução da doença. “Diante de qualquer discrepância, a criança/adolescente deve ser encaminhada ao especialista em coluna para acompanhamento e uso de coletes ortopédicos, se necessário. Este simples gesto pode evitar a sua evolução, que afeta tantos jovens, faz perderem qualidade de vida, prejudica sua autoestima, além de alterar o desempenho do indivíduo em vários aspectos biomecânicos”, finaliza o cirurgião.

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