Entenda o que é endometriose e as possibilidades de tratamentos

Saúde
Foto: Imagem de silviarita por Pixabay

A endometriose pode afetar a fertilidade da mulher.

A endometriose afeta cerca de 7 milhões das mulheres de 25 a 35 anos, sendo a causa infertilidade em 30% delas, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE).

Trata-se de uma doença inflamatória provocada por células do tecido que reveste o útero, o endométrio. O endométrio é renovado mensalmente, quando não acontece a gravidez, por meio da descamação durante o fluxo menstrual.

A inflamação acontece porque, em vez de serem expelidas durante a menstruação, estas células se movimentam no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a multiplicar-se e a sangrar.

A doença também pode atingir diversos órgãos da pelve, como os ovários, as tubas, superfície do útero e órgãos não ginecológicos, além do intestino, da bexiga e os ureteres.

Em casos extremos, apesar de ser muito raro, pode-se encontrar células de endométrio distante da pelve, como na pleura, pulmões e sistema nervoso central.

Apesar de não ter cura, a endometriose pode ser superada com tratamento clínico, controlando os sintomas com medicamentos, ou cirúrgico, removendo as lesões profundas.

Entenda melhor a doença:

Causas

A endometriose pode ser causada por questões genéticas, hormonais. “Se a mãe ou a irmã de uma mulher possui a doença, a mulher tem o risco de desenvolver a doença”, explica Dr. Domingos Mantelli, ginecologista e obstetra, autor do livro “Gestação: mitos e verdades sob o olhar do obstetra”. 

Sintomas

A cólica é um dos sintomas da endometriose, muitas mulheres têm cólicas intensas antes, durante e depois da menstruação.

Além das cólicas, a endometriose pode causar dor para urinar, dor pélvica crônica, dor nas costas, nas pernas e nos ombros. ⠀Também é possível que a mulher sinta dores durante as relações sexuais.

Diagnóstico

Existe uma demora entre os primeiros sintomas e o diagnóstico definitivo da doença. Com o histórico da paciente e o exame ginecológico é possível saber, com alto índice de acerto, se a mulher tem ou não a doença.

O exame ginecológico clínico é o primeiro passo para o diagnóstico, que pode ser confirmado pelos seguintes exames laboratoriais e de imagem: visualização das lesões por laparoscopia, ultrassom, ressonância magnética e um exame de sangue chamado marcador tumoral CA-125, que se altera nos casos mais avançados da doença.

O diagnóstico de certeza, porém, depende da realização de biópsia.

Existem seis tipos de endometriose:

Endometriose profunda

É uma forma avançada da doença. Pode atingir ligamentos ou outros órgãos, como o sistema intestinal.

O tratamento indicado geralmente é cirurgia, geralmente, é de grande porte, na qual ressecção de parte do intestino ou da bexiga pode ser necessária.

Ovariana

Acontece quando as células endometriais voltam através das tubas conseguem se alojar dentro de um pequeno cisto no ovário. A partir daí elas começam a se dividir e “atapetam” todo o cisto.

Ao final de cada ciclo menstrual estas células “menstruam” para dentro deste cisto e com o passar do tempo vão preenchendo-o de sangue. Devido a isto o endometrioma de ovário cresce vagarosamente e pode atingir tamanhos surpreendentes.

O problema desta forma de endometriose é que, com o crescimento parte do ovário sadio vai sendo destruída, o que pode comprometer a fertilidade futura!

O tratamento é, na maioria das vezes, cirúrgico e o cisto deve ser removido ou cauterizado. Em casos onde o tamanho é muito grande, todo ovário já foi comprometido impõe-se a remoção do ovário.

Septo reto-vaginal

Este tipo de endometriose é extremamente rara, e ataca o tecido que fica entre o reto e a vagina. O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico.

Peritoneal

É a forma mais comum da doença. Atinge o peritônio, a membrana que recobre toda a pelve e os órgãos pélvicos e abdominais.

Pode ser superficial ou profunda (mais de 5mm). Cerca de 20-30% das mulheres com endometriose vão apresentar a forma profunda. O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico.

Endometriose de parede

Esta forma pode após uma cirurgia uterina, seja uma cesárea, histerectomia ou miomectomia. Durante a cirurgia, células do endométrio acabam ficando na cicatriz cirúrgica e ali proliferam e formam um nódulo de endometriose.

O tratamento é sempre cirúrgico, para remover o nódulo que se forma. D

Endometriose pulmonar ou pleural

É extremamente rara. Ainda não sabemos com as células endometriais vão parar tão longe! Talvez elas entrem em um vaso sanguíneo ou linfático e cheguem aos pulmões. A mulher com endometriose pulmonar pode se queixar de tosse com sangue durante o fluxo menstrual.

“Aqui na clínica fazemos acompanhamentos diários de mulheres que sofrem com essa doença e buscam tratamento para aliviar a dor, possibilitar a gravidez, diminuir as lesões endometrióticas e principalmente devolver a qualidade da vida da paciente”, ressalta do Dr. Mantelli. ⠀⠀

Manter em dia os exames ginecológicos e comunicar alguma dor ou corrimento para seu ginecologista é importante para o diagnóstico precoce desta e de outras doenças.

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