Educação inclusiva: conheça o projeto Olimpíadas Especiais Brasil

Atleta Especial
Atleta disputa as Olimpíadas Especiais Brasil. Foto: Reprodução Facebook OEB.

O projeto Olimpíadas Especiais Brasil trabalha há três décadas em prol da qualidade de vida das pessoas com deficiência intelectual.

No Brasil, de acordo com dados de 2019 do Censo Escolar, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), cerca de 90% das pessoas com deficiência em fase escolar estão matriculadas na rede regular de ensino, seja na rede pública ou privada.

Ainda de acordo com o Censo, a rede pública tem o maior índice de estudantes em classes comuns, com mais de 97%, já a rede particular 51%, com dados de 2018.

Mais do que proporcionar acesso à educação, para a verdadeira educação inclusiva é preciso oferecer projetos que incentivem o desenvolvimento da sua autoconfiança, capacidades de relacionamento interpessoal e sentido de realização por meio do esporte.

Com este objetivo nasceu o Special Olympics, programa sem fins lucrativos fundado em 1968 por Eunice Kennedy Shriver – irmã do 35° presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy Jr – para desenvolvimento do indivíduo e de sua sociedade.

Aqui o projeto Olimpíadas Especiais Brasil trabalha há três décadas, conduzido por voluntários e por meio de treinamentos esportivos e competições de qualidade, melhorando a vida das pessoas com deficiência intelectual e, consequentemente, a vida de todas as pessoas que as cercam.

São mais de 50 mil atletas que se dividem em treinamentos e competições durante o ano em nove estados brasileiros. As Olimpíadas Especiais Brasil buscam a inclusão da pessoa com deficiência intelectual através do esporte e com suporte para a família e a comunidade, inclusive nas escolas. 

Para que a inclusão aconteça por toda a comunidade, a sala de aula é uma grande aliada, por isso, as Olimpíadas Especiais Brasil encabeçam, dentre outras frentes de atuação, o programa Escolas Unificadas, uma plataforma de educação e esporte desenhada para construir um ambiente inclusivo na instituição, de aceitação e respeito, que capacita jovens para se tornarem agentes de mudanças nas comunidades.

Hoje, o programa atua nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco, com 330 escolas cadastradas, intituladas Escolas Unificadas. 

Para diretora Nacional de Esportes das OEB, Coordenadora de tênis da Special Olympics Latino America e pós doutora em Educação Física, Teresa Leitão, a convivência e a aprendizagem em grupo é a melhor forma de beneficiar a todos, não somente as crianças e jovens com deficiência.

“Todos ganham, pois, há mudanças nos paradigmas, na forma como nos enxergamos como sociedade, nos ajustes e adaptações que devemos fazer, quando necessário, nas formas de comunicação e interação, ou seja, na troca”, ressalta.

Verdadeira inclusão escolar

A inclusão escolar está relacionada com o acesso, permanência e aprendizagem de qualidade para todos os alunos nas escolas.

Para a Profa Dra. Maria Luiza Tanure Alves, o termo ‘educação inclusiva’, mais recente, amplia o entendimento de inclusão nas escolas, ultrapassando as barreiras da sala de aula, e promovendo sua discussão e implementação pela comunidade escolar.

A pesquisadora reforça que a inclusão de pessoas com deficiência na rede regular promove a aceitação da diversidade, aprendizagem em grupo e o ensino e respeito às diferenças. 

Para Maria Luiza, ainda é difícil falar no número de beneficiados pela educação inclusiva, por ela ser um processo e não o fim do ciclo.

“Falar que determinado número de escolas fazem a inclusão não é possível, pois todas as escolas têm um aluno com deficiência, mas a presença deste aluno não significa que está tendo a inclusão, mas sim o acesso”, finaliza a pesquisadora.

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