Desvendamos os mitos sobre o crescimento infantil. Vem conferir

Crescimento
Régua de crescimento.

Saiba quando realmente se preocupar em relação ao crescimento do seu filho.

Com certeza alguém já te falou que enquanto dormem as crianças crescem. Ou ainda, que determinados tipos de exercícios físicos impactam no crescimento, que pés e mãos grandes são sinais de que serão altos e de que a chegada da menstruação interrompe o processo de crescimento.

Mas o que realmente é verdade e o que é mito?

Para ajudar os pais, principalmente os de primeira viagem, ávidos por informações, a campanha #PODECRESCER, a campanha #PODERCRESCER traz esclarecimentos sobre o assunto de forma didática e embasada cientificamente.

No site Pode Crescer e nas redes sociais da campanha (Facebook e Instagram), são discutidos os mitos e verdades sobre o assunto, com o objetivo de incentivar o cuidado infantil e fazer com que todas as crianças atinjam seu potencial ao crescer.

“Essa questão deve ser bem esclarecida, pois caso não sejam diagnosticados no tempo certo e tratados corretamente, os problemas de baixa estatura acompanharão a criança por toda a vida. É preciso disseminar informação de qualidade, para que os pais, munidos de conhecimento, saibam quais sintomas observar e quando devem procurar um especialista”, afirma a diretora médica da Pfizer Brasil, Márjori Dulcine, empresa idealizadora da campanha.

Crescimento infantil

O crescimento e o desenvolvimento infantil exigem acompanhamento desde a fase intrauterina até os 18 anos de idade, considerando a curva de crescimento estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ao contrário do que muita gente pensa, a altura não é uma característica predeterminada e imutável.

O crescimento é um processo complexo. Para que a criança atinja todo o seu potencial, muitos fatores estão envolvidos: nutrição, ausência de doenças crônicas, sono adequado, prática moderada de exercícios, saúde emocional entre outros. “Mas, o principal fator para determinar a altura de um adulto, é mesmo a genética. Cerca de 80% da estatura é determinada pelo tamanho dos pais”, explica a médica pediatra Dra. Ana Fonseca. 

Em relação à genética, não existe um gene do crescimento. São centenas deles que interagem entre si e contribuem, cada um, com uma parcela maior ou menor para a estatura final. Atualmente, foram identificados 423 genes que interferem no crescimento.

O que observar no crescimento do seu filho:

  • Se ele for o menor da turma sempre
  • Quando há declínio progressivo da velocidade do crescimento a partir dos 18 meses
  • Observe a altura está abaixo da curva na tabela de crescimento
  • Veja se a velocidade de crescimento é menor que 5 cm por ano entre 3 e 12 anos
  • Se ele for muito baixo e os pais altos

Outros fatores que devem ser levados em consideração são:

  • Problemas respiratórios como a asma, aumento de adenoides e desvio de septo nasal
  • Uso de corticoides (prednisolona, dexametasona, betametasona)
  • Doenças crônicas tipo diabetes, doenças renais e problemas cardíacos
  • Doenças que afetam a absorção de nutrientes como a doença celíaca e/ou alergias alimentares
  • Alterações endocrinológicas que promovem mal funcionamento da glândula tireoide
  • Deficiência de nutrientes como vitamina D, cálcio, fósforo, ferro, entre outros
  • Deficiência do Hormônio do Crescimento

Distúrbios e doenças crônicas

Todas as doenças crônicas impactam no crescimento e resultam em sequelas que impactam em maior ou em menor grau no crescimento.

Há ainda os distúrbios de crescimento infantil, que podem ser influenciados por deficiências hormonais e doenças genéticas, como a Síndrome de Turner e a Síndrome de Prader-Willi.

A Síndrome de Tuner é causada pela ausência ou outras anomalias estruturais de um cromossomo X. A baixa estatura é o seu principal aspecto, percebido ainda no útero. Os portadores desta síndrome ainda podem apresentar problemas renais, cardiovasculares e auditivos.

Quando adultas, crianças com Síndrome de Turner não tratadas têm estatura média entre 1,36 m a 1,47 m.

Já a Síndrome de Prader-Willi é um distúrbio genético não-hereditário causado pela ausência ou não-expressão de genes no cromossomo 15, que acomete 1 a cada 15.000-30.000 crianças de ambos os sexos. Além da baixa estatura, a síndrome também é caracterizada por tônus muscular enfraquecido (hipotonia), mau funcionamento das gônadas (órgãos responsáveis pela produção de gametas), muita fome, obesidade e problemas cognitivos.

Veja mais sobre obesidade infantil aqui.

Tratamento

O primeiro passo é cuidar de todos os aspectos que envolvem o crescimento, como nutrição, tratamento adequado de doenças agudas e crônicas, sono adequado, prática moderada de exercícios, saúde emocional entre outros.

Portanto o tratamento dependerá da sua causa. Em caso de deficiências de hormônios, este inclui sua reposição.

Com o diagnóstico de distúrbio de crescimento, em alguns casos, médicos especialistas podem indicar o hormônio de crescimento (GH) como forma de tratamento.

O medicamento estimula o crescimento e aumenta a velocidade de crescimento em crianças com deficiência do GH produzido pelo organismo. A medicação ainda mantém a composição corpórea normal por meio do estímulo do crescimento dos músculos e ossos e distribuição da gordura corpórea.

Para saber o que fazer procure o pediatra do seu filho!

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