Covid-19: Anvisa recebe pedido para vacinar crianças a partir de 3 anos

Criança
Criança sendo vacinada. Imagem ilustrativa

O pedido para vacinar contra Covid-19 crianças a partir de 3 anos é do Instituto Butantan.

A Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária recebeu um solicitação para ampliar a faixa etária de indicação da vacina CoronaVac, e assim vacinar contra a Covid-19 crianças e adolescentes na faixa de 3 a 17 anos. O pedido foi feito nesta sexta-feira, 30, pelo Instituto Butantan , contra o Covid-19.

A vacina CoronaVac está autorizada para uso emergencial no Brasil para pessoas com 18 anos de idade ou mais, desde o dia 17 de janeiro de 2021.

Para que o Instituto Butantan incluir novos públicos na bula será preciso fazer estudos que demonstrem a segurança e a eficácia para determinada faixa etária. Esses estudos podem ser conduzidos no Brasil ou em outros países.

A CoronaVac, por exemplo, teve os estudos feitos fora do país.

A única vacina para Covid-19 aprovada para imunização de menores de 18 anos no Brasil é a Comirnaty, da Wyeth/Pfizer. Na bula a indicação é para aplicação a partir de 12 anos de idade.

O laboratório Janssen já recebeu autorização da Anvisa para fazer estudos para imunização de menores de 18 anos. O laboratório já está realizando os testes.

Vacinação em grávidas e puérperas

Em abril de 2021 o Ministério da Saúde – MS – tinha incluído grávidas e puérperas no Programa Nacional de Vacinação (PNI). Mas em maio, uma nota técnica aconselhou a suspensão temporária da vacinação de gestantes sem comorbidades, para apurar casos de mortes deste público após a imunização.

Em julho a vacinação foi retomada para gestantes e puérperas a partir dos 18 anos, seguindo novas orientações.  De acordo com o da Saúde, Marcelo Queiroga, a liberação ocorreu após análises técnicas, debates com pesquisadores e avaliação dos dados epidemiológicos. 

Os imunizantes aplicados em gestantes devem ser o da Pfizer e a CoronaVac, que não possuem vetor viral. Já as da AstraZeneca e Janssen ficam excluídas da vacinação de gestantes e puérperas justamente por usarem o vetor viral.

O ministério também ressaltou que não devem ser combinadas doses de diferentes vacinas na imunização. “As grávidas que foram vacinadas com a primeira dose da AstraZeneca devem tomar a segunda dose da mesma vacina após o puerpério, que é o período de até 45 dias após parto”, explica Queiroga. 

De acordo com informações do MS foram vacinadas cerca de 2,5 milhões grávidas e puérperas nessa etapa da imunização.

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