Coronavírus: medidas simples ajudam na prevenção

Coronavírus
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Já considerado uma pandemia, o contágio do coronavírus pode ser evitado.

Até quarta-feira, 11/3, de acordo com o Ministério da Saúde, já tinham sido confirmados 69 casos de coronavírus no Brasil. Outros 907 casos suspeitos estão sendo verificados.

Desde o final de 2019, o mundo foi acometido pela notícia de um novo tipo de coronavírus circulando entre humanos, mais especificamente o 2019-nCoV, que causa doença respiratória aguda.

O primeiro caso registrado foi na cidade de Wuhan, na China. Logo após foram notificadas milhares de confirmações na cidade, em menos de um mês.

Com novos casos em países como Tailândia, Cingapura, Coreia do Sul, Taiwan, Japão, Vietnã, Arábia Saudita, Estados Unidos e em alguns países da Europa, a Organização Mundial da Saúde – OMS, declarou alerta global.

Mas a doença não é exatamente nova, como explica Flavia Carijó, diretora médica da rede de clínicas Prophylaxis. “Os coronavírus pertencem a uma grande família de vírus e são conhecidos desde meados dos anos 1960, ou seja, existem inúmeras variantes do vírus que podem causar desde simples resfriados até graves problemas respiratórios”.

Como até o momento não existe uma vacina para esse novo coronavírus, a melhor forma de evitar a contaminação é adotando certos cuidados diários:

  • Cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, de preferência com um lenço descartável ou o cotovelo;
  • Lavar as mãos com frequência, diversas vezes por dia e ter em mãos sempre um álcool gel;
  • Evitar o contato com pessoas doentes e animais selvagens;
  • Não compartilhar itens como colheres, copos e afins.

Entenda a doença

A acredita-se que o novo vírus possa ser transmitido tanto por contato com animais selvagens, uma vez que os coronavírus circulam entre gatos, camelos e morcegos, como por pessoas contaminadas.

Os sintomas são febre, tosse e dificuldades para respirar. Ao surgirem os primeiros sintomas, é fundamental procurar ajuda médica imediata para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento.

O período médio de incubação por coronavírus é de 5 dias, com intervalos que chegam a 12 dias, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.

Há dois critérios principais para que os médicos considerem a investigação de um possível caso de coronavírus:

  • Se o paciente viajou para o exterior e apresenta febre e mais um sintoma (dificuldade respiratória, dor no corpo, coriza);
  • O segundo é ter tido contato com caso suspeito ou confirmado e apresentar ao menos um sintoma.

Contágio

De acordo com informações da Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS, ainda não se tem certeza absoluta sobre como é a transmissão do coronavírus, sabe-se que a disseminação da doença se dá por contato próximo de pessoa por pessoa.

O contágio costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

  • Gotículas de saliva;
  • Espirro;
  • Tosse;
  • Catarro;
  • Contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
  • Contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Diagnóstico

Se a pessoa apresentar os sintomas, quando procurar o atendimento médico será feita uma coleta de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou indução de escarro).

É necessária coleta de duas amostras na suspeita do coronavírus (COVID-19), que serão encaminhadas para os laboratórios de referência, definidos pelo Ministério da Saúde.

Para confirmar a doença é necessário realizar exames de biologia molecular que detecte o RNA viral. O diagnóstico é feito com a coleta de amostra, que está indicada sempre que ocorrer a identificação de caso suspeito.

Os casos graves devem ser encaminhados a um Hospital de Referência para isolamento e tratamento. Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar.

Tratamento 

Assim como ainda não existe vacina, não há tratamento específico para infecções causadas por coronavírus humano. A recomendação é repouso e consumo de bastante água.

Outras medidas também devem ser adotadas para aliviar os sintomas, dependendo de cada caso, como o uso de antitérmicos e analgésicos.

Saiba mais

O Ministério da Saúde divulga atualizações sobre casos suspeitos que estão sendo investigados no país.

Disponibilizou, inclusive, um site com informações sobre Boletins Epidemiológicos, listagem dos hospitais referenciados, Plano de Contingência por Estado e publicações para profissionais de saúde com os protocolos de manejo clínico, procedimento operacional padronizado e fluxo de atendimento na APS para o COVID-19.

 O site do Ministério da Saúde pode ser acessado neste link.

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