Cerca de 18% das brasileiras agendam de cesárias antes de 39 semanas de gestação

As cesárias sem indicação foram associadas a um risco 25% maior de mortalidade na infância na comparação ao parto normal.

Um estudo recente do Trocando Fraldas mostrou que 18% das brasileiras têm ou tiveram um parto cesárea agendado com seu médico antes de completar as 39 semanas de gestação. Principalmente as mulheres dos 35 aos 39 anos, 30% delas. E dos 30 aos 34 anos, com 22% das participantes.

Este dado é preocupante, uma vez a cirurgia sem indicação foi associada a um risco 25% maior de mortalidade na infância na comparação com as crianças que nasceram de parto vaginal, de acordo com uma pesquisa liderada pela Fiocruz.

O Brasil vive uma “epidemia” de cesárias, sendo o segundo país do mundo em número desta cirurgia, com um percentual acima de 50%. Na América Latina, região com maior taxa de intervenções (44,3%) do mundo, o país perde somente para a República Dominicana (58,1%), segundo estudo de 2018, conduzido pelo em parceria com a London School of Hygiene & Tropical Medicine (LSHTM), coordenados pela epidemiologista Enny Paixão, pesquisadora associada ao Cidacs/Fiocruz e professora assistente da LSHTM.

A cirurgia sem necessidade traz riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê, segundo dados da ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar. A OMS recomenda uma taxa de cesáreas entre 10% e 15%.

Uma das razões para este alto percentual de cesarianas no Brasil é o medo, sendo que 56% das brasileiras relataram ter medo do parto normal.

Por isso, pensando em garantir que a mulher tenha acesso a todas as informações necessárias para tomar a decisão sobre o tipo de parto, a ANS criou a Resolução Normativa nº 368.

Mulheres em idade fértil, gestantes, profissionais de saúde e operadoras de planos de saúde precisam estar cientes das regras que garantem à mãe mais cuidado e segurança para o momento do parto.

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