Casos de Síndrome de Burnout crescem durante a pandemia e isolamento social

Síndrome de Burnout
Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Vem entender o que é a Síndrome de Burnout
e como conseguir ajuda.

Nervosismosofrimentos psicológicos e problemas físicos, como dor de barriga, cansaço excessivo e tonturas. Se você sente estes sintomas, você pode estar desenvolvendo a Síndrome de Burnout.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, normalmente os sintomas surgem de forma leve, mas tendem a piorar com o passar dos dias. Por essa razão, muitas pessoas acham que pode ser algo passageiro.

Também conhecida como Síndrome do Esgotamento Social, a doença vem crescendo em tempos de pandemia e isolamento. Se caracteriza por picos de estresses recorrentes, exaustão, sentimentos negativos em relação ao trabalho e esgotamento mental, gerados por amplas horas de afazeres e confinamento.

Com um cenário econômico incerto, alta taxa de desemprego, aumento da competitividade e a busca por uma posição de destaque no ambiente profissional, tudo isso pode ocasionar um esgotamento psicológico e desencadear ansiedade, depressão e Síndrome de Burnout.

“Ela é tão grave que será inserida na Classificação Internacional de Doenças (CID-11) a partir de 2022. Portanto é muito importante viver sem ilusões, viver a vida como ela é de acordo com a realidade, administrar o tempo gerenciando a vida pessoal e profissional com equilíbrio, para evitar o desenvolvimento dessa síndrome que nada mais é do que o resultado do estresse crônico no local de trabalho, que não foi gerenciado com sucesso”, explica Rosely Cordon, pós-graduada em Bases da Medicina Integrativa pelo Instituto Israelita de Ensino.

Como é o diagnóstico da Síndrome de Burnout?

Muitas pessoas não buscam ajuda médica por não saberem ou não conseguirem identificar todos os sintomas e, por muitas vezes, acabam negligenciando a situação sem saber que algo mais sério pode estar acontecendo.

Como os sintomas são variados e podem ser tanto físicos como psicológicos, o diagnóstico da Síndrome de Burnout não é tão fácil. Somente um especialista, após análise clínica do paciente, pode fazer o diagnóstico.

psiquiatra e o psicológo são os profissionais de saúde indicados para identificar o problema. Eles poderão orientar o paciente quanto a melhor forma do tratamento, conforme cada caso.

Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) está apta a oferecer, de forma integral e gratuita, todo tratamento, desde o diagnóstico até o tratamento medicamentoso.

Os Centros de Atenção Psicossocial, um dos serviços que compõe a RAPS, são os locais mais indicados.

Qual é o tratamento para Síndrome de Burnout?

tratamento da Síndrome de Burnout é feito basicamente com psicoterapia, mas também pode envolver medicamentos (antidepressivos e/ou ansiolíticos).

O tratamento normalmente surte efeito entre um e três meses, mas pode perdurar por mais tempo, conforme cada caso.

Práticas Integrativas e Complementares podem ser uma ótima saída para quem desenvolveu a síndrome: relaxamento mental e físico com respiração adequada, yoga, meditação, tai chi, dança, musicoterapia, acupuntura, eletropuntura, laserterapia sistemica, aromaterapia, ozonioterapia, homeopatia ou até mesmo massagem.

“Todas elas devem ser tratadas com um profissional qualificado e nestes casos, as Terapias Integrativas são praticadas com o objetivo de amenizar os sintomas e principalmente tratar as causas”, explica Rosely Cordon, pós-graduada em Bases da Medicina Integrativa pelo Instituto Israelita de Ensino. 

Famosos que já falaram da Síndrome de Burnout

A Síndrome de Burnout começou a ser mais conhecido quando a jornalista Izabella Camargo foi afastada de suas funções na Rede Globo e diagnosticada com a doença, em 2018.

A jornalista relatou, na época, que demorou quase quatro anos para perceber que estava doente e recorreu a diversos medicamentos para aguentar a rotina de trabalho estressante.

Hoje ela saiu do trabalho estressante e segue fazendo palestras e produzindo conteúdo sobre burnout nas redes sociais.

A cantora Anitta foi diagnosticada com Síndrome de Burnout, em setembro de 2019. O influencer e humorista Whindersson Nunes, que também revelou que sofria da doença, começou a postar sobre o assunto nas suas redes sociais em julho de 2019. “Eu sinto uma angústia todos os dias, todos os dias, algumas risadas, algumas brincadeiras e depois lá estou eu de novo com esse sentimento ruim”, escreveu Nunes.

A cantora Wanessa, mãe de José Marcus e João Francisco e com uma intensa agenda de shows por todo o país, também revelou, em entrevista no programa Encontro com Fátima Bernardes, que a Síndrome apareceu depois do nascimento do seu segundo filho. “Tenho bastante esgotamento físico. Isso aconteceu muito quando virei mãe de dois. Tenho que conciliar o trabalho com a vida de casa e a social de alguma forma. Sou aquela que, quando tem esgotamento, chora”, disse no programa.

Outro cantor que descobriu a Síndrome de Burnout foi Lucas Lucco, que precisou se afastar da TV para tratar a doença.

Por isso é importante ficar sempre atento aos picos de estresses recorrentes, exaustão, sentimentos negativos em relação ao trabalho e esgotamento mental, gerados por amplas horas de afazeres e confinamento e procure ajuda médica.

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