Benefícios da terapia ABA para crianças com autismo

Autista
Com o isolamento impacta as famílias com pacientes com autismo. Foto ilustrativa.

Com bons resultados a terapia ABA é indicada pela OMS.

Os pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) possuem algum grau de comprometimento no comportamento social, na comunicação e na linguagem.

O transtorno geralmente é diagnosticado na infância e tende a persistir na adolescência e na idade adulta.

Um dos principais tratamentos para TEA é a intervenção em ABA (Análise do Comportamento Aplicada).

Com bons resultados comprovados cientificamente a terapia ABA é indicada pela OMS (Organização Mundial as Saúde).

“Temos certeza que os pais sempre estão em busca do que é melhor para seus filhos. Eles vão atrás da informação em diferentes lugares e pessoas para decidirem qual a intervenção mais eficaz para o desenvolvimento das crianças”, explica Karina Frizzi, Psicóloga e Analista do Comportamento – Supervisora ABA do Grupo Conduzir.

Quando se fala em ABA, se fala de ciência, de uma intervenção cientificamente comprovada. Tudo o que acontece nesse tipo de terapia deve ser registrado e analisado para avaliar os progressos.

Mas a intervenção vai muito além do momento da terapia e, por isso, é imprescindível ter a família como parceira, já que são eles quem passam a maior parte do tempo com a criança.

“Quando os pais estão preparados para manejar os comportamentos e aproveitar oportunidades para ensinar novas habilidades, a aquisição dessas novas habilidades acontece de forma muito mais rápida”, completa Karina.

Independente da forma de intervenção em ABA, on-line ou presencial, é importante verificar com o supervisor como a família pode acompanhar e adaptar as atividades que podem ser realizadas em casa – de acordo com o tempo, rotina e habilidades da criança.

Isso porque mesmo com as mudanças de ensino presencial para o ensino on-line, muitas pessoas com autismo que não possuem habilidades necessárias que as possibilitem acompanhar as aulas de maneira remota, como permanecer sentado, atentar às tarefas que são apresentadas, pedir permissão para falar, responder às instruções no momento em que são fornecidas.

Portanto, é importante avaliar adequadamente quais habilidades precisam ser estabelecidas antes de iniciar o processo de ensino em outros formatos. As famílias definitivamente são grandes aliadas nesse processo, porque são elas que irão realizar a implementação dos protocolos necessários em casa.

“Assim que se recebe a informação de que haverá alguma mudança de rotina, é importante estabelecer um protocolo de transição. Através da elaboração de um protocolo de transição, adaptações ambientais são gradativamente incorporadas com o objetivo de melhor adaptar o indivíduo autista às mudanças que virão”, explica o Dr. Adriano Barboza, Consultor Técnico do Grupo Conduzir.

Tatiana Teixeira Takasu, advogada, tem 41 anos, é mãe do Miguel de 10 anos – diagnosticado com autismo desde os dois anos e meio. Ela preferiu manter as terapias em casa, presencialmente, com todo o cuidado sanitário necessário para preservar a saúde da família e das próprias profissionais.

Miguel e sua família. Foto divulgação

“Sempre tomamos os cuidados para que todos estejam seguros. Tiramos os sapatos ao entrar em casa, peço também para as terapeutas trocarem de roupa. Utilizamos álcool em gel, máscara. Eu tenho muito medo, principalmente por causa das crianças, e porque tenho meus pais idosos. Tentamos tomar esses cuidados que acho extremamente necessário”, explica Tatiana.

Já Laura Marsolla, professora, tem 54 anos, mãe de Ana Clara – que é autista e tem 14 anos, preferiu manter as terapias de forma on-line. Após adaptações acredita que foi de grande importância não interromper o tratamento da filha por conta da pandemia.

Ana Clara durante a aula online. Foto divulgação.

“Decidimos voltar para a terapia on-line assim que a situação da pandemia ficou ainda mais preocupante. Eu até achei que no início não seria tão proveitoso, mas no caso da minha filha percebi que manteve a mesma qualidade. A Ana Clara fica bastante empolgada, a terapeuta envia o link e logo minha filha abre a conversa através da chamada de vídeo. Elas jogam on-line, veem até filme juntas! Tudo para adaptar às vivências, linguagens e situações da idade da minha filha. Isso porque estamos todos privados da interação social, dos amigos, e claro que isso faz muita falta, ainda mais na idade dela. Mas percebo que a terapia vai em busca de recursos para suprir isso da melhor maneira”, conta Laura

A psicóloga Karina explica que a aplicação da terapia (seja ela de maneira remota ou presencial – com os devidos cuidados de higiene) é uma escolha da família. E é importante lidar com tal escolha, para atender a necessidade de cada um.

“Estamos vivendo um momento que é novo para todos, então, precisamos nos adaptar e entender a decisão de cada um. O nosso papel enquanto profissionais é achar a melhor forma de continuar estimulando nossas crianças sem sobrecarregar essa família, e dentro das condições que elas se sentem seguras naquele momento”, finaliza Karina.

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