Criança
Confira dicas de alimentação infantil. Foto: Freepik.

Preparamos um guia de alimentação para cada fase do desenvolvimento infantil.

A Sociedade Brasileira de Pediatria e o Ministério da Saúde são unânimes em dizer: até os seis meses de vida o bebê deve receber apenas leite materno ou fórmula. 

Essa recomendação tem uma base científica, antes dos 6 meses o organismo do bebê, não está preparado para receber outros alimentos. Ou seja, não é mimimi.

É preciso respeitar o tempo das crianças. O corpo do pequeno está em pleno desenvolvimento para estar pronto para receber outro alimento, além do leite.

Para exemplificar, veja porque é importante esperar até os 6 meses para fazer a introdução alimentar:

Há menor risco de engasgo
Menor probabilidade de alergias
Enzimas digestivas estão mais eficazes
Estômago está pronto para receber e digerir esses novos alimentos
Intestino está maduro para absorver esses nutrientes
Rins estão prontos para filtrar o sangue nessa nova etapa
Sistema imune está mais maduro e eficaz (o risco de contaminação após a IA aumenta bastante, uma vez que com o leite materno o risco é quase zero)

Mas o bebê só está pronto para a introdução alimentar se tem sinais de prontidão. Ou seja, quando ele senta com o mínimo de apoio, consegue sustentar a cabeça, leva objetos até a boca e tem interesse por alimentos.

A partir do início da alimentação, a criança experimenta uma série de sabores e texturas. É um universo novo e que causa muitas dúvidas aos pais. Afinal, o se pode oferecer para criança em cada faixa etária e como despertar o interesse dos pequenos pela comida.

Para ajudar nesse processo, Alessandra Luglio, nutricionista e consultora científica da A Tal da Castanha, preparou um guia dos alimentos mais recomendados. As dicas foram divididas de acordo com as faixas etárias do desenvolvimento infantil. 

0 a 6 meses

Como já falamos, nos primeiros seis meses de vida a alimentação deve ser composta apenas pelo leite materno ou fórmula infantil.

Nesta idade não se deve oferecer qualquer outro tipo de leite, alimento lácteo, chás ou sucos. Estas bebidas podem provocar diarreias, alergias e baixo peso. Ah, se o bebê mama exclusivamente no peito, também não é necessário oferecer água, já que o leite materno é suficiente para hidratá-lo.

6 meses e 2 anos

Aqui começa oficialmente a introdução alimentar e a apresentação de novos ingredientes.

Os novos alimentos devem ser gradualmente incorporados à dieta das crianças. A introdução pode começar com frutas macias como banana e manga, tubérculos e raízes, como batata, batata-doce e mandioquinha.

Vegetais como brócolis cozido costumam ter boa aceitação entre os bebês e são mais moles e fáceis de mastigar.

A dica é montar pratinhos de comida compostos por:

grãos e cereais como arroz, milho e quinoa;
leguminosas como feijão, lentilha e grão de bico;
proteína como carnes desfiadas e ovos, a partir de 1 ano de idade;
legumes como cenoura, abóbora, abobrinha, berinjela e tomate. 

Ahhhh, e esqueça de vez as tradicionais sopinhas batidas no liquidificador que eram tão comuns na nossa infância. “As recomendações atuais são apenas amassar os ingredientes com o garfo e deixá-los mais “pedaçudos” ou ofertar os alimentos em pedaços que possam ser manipulados pela criança, sempre respeitando a capacidade de mastigação e deglutição de cada bebê e tomando cuidado com os possíveis engasgos”, diz Alessandra.

Aos poucos, os pais podem ir deixando a textura dos alimentos cada vez mais próxima da original.

Também devem ser oferecidos alimentos in natura, ou seja, aqueles vindos diretamente de plantas e animais e que não sofreram alteração da indústria. Se puder, opte por orgânicos.

Alimentos minimamente processados, como farinha ou macarrão, podem ser oferecidos. Mas deixe de lado os processados com aditivos, que são aqueles fabricados pela indústria com adição de sal, açúcar e outras substâncias de uso culinário.

Vete completamente os ultraprocessados. Eles são produzidos a partir de substâncias extraídas de alimentos, como óleo, gordura, açúcar, amido e nutrientes isolados ou sintetizados em laboratório, que são nomeados como aromatizantes, corantes, realçadores de sabor e outros aditivos.

Importante: antes de um ano de idade não se deve oferecer mel, pelo risco de botulismo, e não se deve usar o sal na comidinha do bebê.

A partir de 1 ano pode-se salgar a comida com muita moderação. Para temperar está liberado usar cebola, alho, ervas e folhas, como orégano, manjericão, salsinha e cebolinha. Mas sem excessos, para não mascarar o sabor dos alimentos.

2 e 6 anos

Agora é hora de seguir introduzindo novos alimentos e firmar o hábito da alimentação  saudável.

Continuar oferecendo alimentos in natura para garantir o aporte de nutrientes necessários, como ferro, cálcio, vitamina A e D, zinco e fibras.

Nesta faixa etária, as fibras são muito importantes, já que elas contribuem para o funcionamento intestinal, auxiliando no tratamento da constipação, transtorno comum durante a infância. Em 17% a 40% das crianças este problema surge no primeiro ano de vida, podendo seguir até a fase pré-escolar. 

A partir de dois anos é liberado o consumo de açúcar, massssssssss com muita moderação. “Faça escolhas saudáveis. Comer um bolo de banana feito em casa é bem diferente de consumir uma bala industrializada, cheia de açúcar e corante”, lembra a nutricionista. 

Geralmente a partir dos dois anos, a criança se abre para o mundo. Começa a interagir mais com outras pessoas e a sofrer influências externas na alimentação.

Neste período é normal que o apetite diminua, já que, nesta faixa etária o ritmo de crescimento é reduzido. Além disso, a criança se distrai com mais facilidade, deixando um pouco de lado a atenção à comida. 

Nesta fase, é comum que os pais ofereçam bebidas adocicadas, como achocolatados, especialmente quando a  criança se recusa a comer outros tipos de alimentos. Mas nem sempre esses alimentos são saudáveis. Contém alto teor de açúcar e extensas listas de ingredientes, cheias de tais aditivos alimentares como corantes, aromatizantes, espessantes, conservantes e antiumectantes.

Esses aditivos realçam o dulçor e o sabor dos alimentos e, se consumidos em excesso, viciam o paladar da criança em sabores mais doces e acentuados, dificultando a aceitação de alimentos in natura. 

Quer uma dica de bebida para os pequenos?

A Tal Castanha tem uma linha pensada nos pequenos, com quatro sabores: chocolate, morango, baunilha e maçã com banana. As bebidas são adoçadas com açúcar demerara orgânico ao invés do refinado, que passa por processos químicos.

Contém até 60% menos açúcar em comparação com bebidas infantis tradicionais presentes no mercado.   

O Mini também é livre de caseína, a proteína do leite que mais frequentemente provoca alergias. O produto pronto para consumo também é rico em gordura “do bem”, zinco, proteína, ferro e é enriquecida com fibras e cálcio, ajudando a suprir a necessidade deste nutriente tão fundamental para o desenvolvimento ósseo.

1 COMENTÁRIO

  1. Incrível como algumas informações são passadas erradas por
    alguns sites. Pelo menos agora consegui achar a informação
    correta que estava procurando. Infelizmente tem muita
    informação errada na internet. Compartilhei no meu
    facebook. Obrigado.

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