Alfabetização começa em casa. Será?

Alfabetização

Vem entender se começar a alfabetização em casa é o melhor para seu pequeno

Vários momentos da vida dos nossos filhos nos enchem de orgulho. Um deles é quando os pequenos começam a ler, ou seja, quando se inicia a alfabetização.

Muitos pais mais ansiosos tentam iniciar a alfabetização antes mesmo dos rebentos ingressarem na escola. Até que ponto isso ajuda? Ou será que atrapalha o desenvolvimento das crianças?

O Maternidade Moderna conversou com educadores, que tiraram todas as dúvidas sobre o assunto.

Por lei a criança precisa ser alfabetizada até o final do 2º ano do Ensino Fundamental I. “Na fase da alfabetização, existem escolas que começam a introduzir as letras por volta dos 4 ou 5 anos de idade. Nesse caso, as crianças que já frequentam a escola podem começar o aprendizado de forma gradual para serem alfabetizadas de fato por volta dos 6 a 7 anos”, explica o Prof. Caio Fernando de Oliveira, coordenador pedagógico do Colégio Eniac .

Muitos pais desconfiam do trabalho realizado na escola. Essa ansiedade pode atrapalhar o processo de aprendizado da criança.

Quando a criança demora demais para ser alfabetizada, os pais tendem a comprar uma metodologia pronta e usá-la sistematicamente. Os pais vão ter sucesso na alfabetização, mas o problema é que o uso específico de metodologia, sem os estímulos e estratégias necessários à sua ampliação, pode resultar em uma alfabetização superficial, que acarretará problemas mais à frente.

Por isso não é aconselhável que os pais tomem para si a tarefa total de alfabetizar. A família pode começar a familiarizar as crianças com o mundo dos livros desde cedo, o que terá um potencial enorme de despertar na criança o prazer de ler. Mas é na escola, com atividades adequadas, que o aluno será plenamente alfabetizado.

“Os pais podem iniciar a alfabetização em casa de uma forma lúdica, com jogos, brinquedos pedagógicos que estimulem a criança a criar estratégias, livrinhos com ilustrações”, destaca Tânia Regina, pedagoga e professora, que atua há 10 anos com alfabetização.

Outra dica é fazer, durante a leitura de livros, registros dos nomes dos personagens. Também podem pedir para a criança ajudar a fazer listas de compras, por exemplo. Incluir o pequeno nas atividades cotidianas que envolvam a leitura ajuda a despertar o prazer de ler desde cedo, deixando o processo muito mais natural.

Alfabetização na escola

Quando os pais buscam uma escola para os filhos, vários fatores pesam na escolha: reputação da escola, localização, valores e método de ensino ou alfabetização.

Método tradicional, construtivista, o que é melhor?

Mas espera um momento, antes de entrarmos no assunto é preciso esclarecer que estes não são métodos e sim teorias. “Temos uma confusão hoje com a palavra “método”. Algumas pessoas utilizam de modo errôneo a palavra se referindo, na verdade, a uma teoria. O método é um sistema que nos mostra o passo a passo de algo”, explica Janaína Spolidorio, pedagoga e digital influencer.

Existem até o momento, em português, sete métodos que podem ser usados:

ALFABÉTICO: as letras do alfabeto são apresentadas uma a uma.

SILÁBICO: os alunos aprendem a partir de sílabas, antigamente chamado de “método da família silábica”.

FÔNICO: a aprendizagem acontece pelo som dos fonemas, os relacionando à escrita das letras.

FONOVISIOARTICULATÓRIO: aprende-se pelo som e pela observação e percepção do movimento da boca. Popularmente, no Brasil, recebe o nome de boquinhas.

PALAVRAÇÃO: o ensino parte de palavras inteiras, que são analisadas em partes.

SENTENCIAÇÃO: uma frase é o ponto de partida para a análise de alfabetização.

GLOBAL: são apresentados pequenos textos e a partir deles são exploradas estratégias de alfabetização.

“Não existe um método melhor que o outro, talvez a criança só consiga ser alfabetizada pelo método tradicional, já a maioria se descobre através da escrita e do mundo letrado. A partir de uma leitura de receita com os pais por exemplo, a criança desperta a curiosidade e começa a entender as regras”, explica Melissa Ferreira Lopes, coordenadora pedagógica da escola Centro Educacional Taboão.

O ideal é que os professores tenham o domínio de pelo menos três métodos citados acima e tenha conhecimento dos demais. Com este conhecimento o educador pode entender qual método é mais adequado ao aluno ou à turma.

Com o método mais adequado as aulas ficam muito mais dinâmicas, atraentes e produtivas.

Converse com o coordenador pedagógico da escola do seu pequeno e pergunte como pode apoiar o aprendizado do filho. Assim você vai complementar e reforçar de maneira certa.

“A alfabetização ao meu ver é a melhor fase da criança, e se trabalhada de forma lúdica, coletiva e integrada será inesquecível na vida dela”, completa Melissa.

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