A importância da amamentação nos primeiros meses de vida do seu bebê

Amamentar
Foto: Designed by freepic.diller

A amamentação é indicada como alimentação exclusiva até os primeiros seis meses de vida.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o governo brasileiro recomendam a amamentação exclusiva nos primeiros 6 meses de vida das crianças, ou seja, sem água, chás ou sucos. Após este período a amamentação até dois anos funciona como complementação da alimentação.

Apesar de ser um ato natural, é preciso que a mãe e o bebê aprendam o processo da amamentação.

Por que o leite materno é tão importante

O leite materno é o alimento mais completo e equilibrado para o bebê, é fácil de ser digerido, provoca menos cólicas nos bebês.

Colabora ainda para a formação do sistema imunológico da criança, contém uma molécula chamada PSTI, responsável por proteger e reparar o intestino delicado dos recém-nascidos, previne a anemia e ainda colabora no desenvolvimento da arcada dentária do bebê

“A amamentação dá às mães a sensação de bem estar, de realização, e também ajuda a emagrecer, pois consome até 800 calorias por dia”, explica o ginecologista, obstetra e precursor do Parto sem Medo, Dr. Alberto Guimarães.

Algumas dicas valiosas ajudam as mamães, como o uso de sutiã de algodão com boa sustentação durante a gestação. E na reta final da gravidez começar a utilizar o de amamentação para já se acostumar.

Também tome banho de sol, expondo as mamas 30 minutos (antes das 10h ou após as 16h) com filtro solar. “Caso não seja possível, a gestante pode utilizar a luz de lâmpadas de 40 watts com uma distância de 15 cm dos seios. Esses métodos ajudam a tornar a pele mais resistente a rachaduras na hora da amamentação”, aconselha a a obstetra Maria Elisa Noriler.

Mas nem sempre é fácil

Amamentar pode doer, sim. Pode ser por causa do bico rachado, ou os seios podem estar muito cheios, ingurgitados. Também podem acontecer casos de mastite, que é uma inflamação das glândulas mamárias que atinge com 1 em cada 10 mulheres que amamentam no mundo.

A pega errada, quando o bebê não abocanha a auréola por completo, mas apenas o bico do seio, também pode causar dor, assim como quando o bebê morde o bico do seio. Mesmo sem dentes, a pressão da gengiva machuca.

Bico invertido

Outra coisa que pode dificultar muito é quando a mãe tem bico do seio invertido, ou seja, voltado para dentro e não para fora. Nesses casos, o bebê não consegue sugar e puxar o seio com mais voracidade.

Nestes casos, procure a ajuda de um profissional que pode vai te orientar sobre como contornar a situação. “Bico invertido não é impedimento na amamentação. Na gravidez as mulheres podem preparar o seio de forma correta para ajudar nesse caso. Eu sempre sugiro que durante a gravidez a mulher compre uma seringa de 20 ml, corte o bico, lixe para não machucar e durante o banho fazer movimentos de sucção”, explica Paloma Wenceslau, Consultora em Amamentação e Visitas a Puérpera

Se o bebê nasceu e mesmo assim a mãe ainda tem o bico invertido, o conselho da especialista é colocar o bebê para mamar em livre demanda, assim o bico vai saindo gradativamente. Mas a pega precisa ser correta. “Eu estou acompanhando uma gestante que está no 4° mês de gestação, com bico para dentro e faz 20 dias que ela está usando essa técnica, e está dando certo. O bico já começou a sair”, comenta Paloma.

Mas e o uso de bicos artificiais de silicone? A especialista explica que qualquer tipo de bico artificial leva a um possível desmame precoce e confusão de bicos.

Bebês, principalmente recém-nascidos, já nascem com uma pré-disposição a mamar. Eles sabem fazer a sucção. Porém, são preguiçosos. Querem mais é dormir e não ter trabalho.

Por isso os bicos artificiais são fáceis, uma vez que o leite desce e o bebê só tem o trabalho de engolir.

Depois de usar o bico artificial o bebê pode rejeitar o peito, porque ele tem o trabalho de sugar. “É o que leva muitas mães a ter a falsa crendice de que o leite não está sustentando. Essa ideia precisa ser desconstruída junto com os bicos artificiais quando se tem o desejo de amamentar em livre demanda”, ressalta Paloma.

Pouco leite?

Pode acontecer da mulher ter diminuição da produção láctea ao longo dos meses. Neste caso a principal regra da amamentação: quanto mais o bebê mamar, mais leite será produzido. A livre demanda também é uma solução neste caso, pois ajuda a restabelecer o ritmo adequado, uma vez que o bebê estimula as glândulas mamárias inúmeras vezes ao longo do dia.

A mãe pode também reforçar a sua própria alimentação para ajudar na produção de leite. Mas fique atenta ao que é mito e ao que é verdade. Você já deve ter ouvido: “Uma canjiquinha quente ajuda!”.

No caso de alimentos à base de milho, como no caso da canjica, o raciocínio é de que eles fornecem mais carboidratos, principal fonte de energia do corpo. “Esse aumento de calorias disponíveis pode colaborar para a produção do leite”, explica Loretta Campos, pediatra consultora em Aleitamento Materno pelo IBCLC.

Já com a cerveja preta, os caldos e os chás, o que acontece é que eles fornecem líquido para o organismo. Além da sucção do bebê, a disponibilidade de água é o principal fator a influenciar no leite da mãe, então o ideal é tomar entre 3 e 4 litros ao dia.

Essa sabedoria das nossas mães e avós é muito válida e realmente ajuda, mas esqueça a cerveja preta. O álcool é contraindicado no período pelo risco de efeitos adversos no bebê. “Se a mãe deseja beber, recomendo que o faça em apenas uma dose, e com um intervalo de três ou quatro horas até a próxima mamada”, alerta Loretta.

Únicas contraindicações

De acordo com Guia de Aleitamento Materno, divulgado pela Fundação Abrinq, a amamentação só é contraindicada no caso de mulheres diagnosticadas com câncer de mama que estiveram ou estão em tratamento e portadoras do vírus HIV e HTLV, pois o risco de transmissão do vírus para o bebê é alto.

Nestes casos, é importante procurar por atendimento médico para avaliação e orientação sobre a alimentação da criança. No caso da amamentação ser iniciada por falta de informação da mãe, esta deve ser suspensa imediatamente.

E se a mãe realmente não conseguir amamentar

Não se desespere e já corra para as fórmulas. Procure profissionais que possam te orientar e indicar qual é a melhor maneira de alimentar seu pequeno.

Cada caso é um caso, avalie as opções e veja o que é melhor para seu bebê. Amamentação materna ou por fórmulas, o que realmente interessa é a saúde do seu amor.

Acompanhe também as notícias do Maternidade Moderna no Facebook e no Instagram.

Voltar a página inicial.

2 COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui